Novidades 16/03/2026 26 - Novidades
No processo de inventário, uma das etapas mais importantes é a partilha de bens, momento em que o patrimônio deixado pelo falecido é dividido entre os herdeiros. Entre as modalidades possíveis, destaca-se a chamada partilha de bens cômoda, uma solução jurídica que permite organizar a divisão de forma prática e equilibrada para a família.
Nesse modelo, é comum que a viúva ou viúvo, receba o usufruto dos bens, enquanto os filhos ficam com a nua-propriedade. Esta estrutura garante que o cônjuge sobrevivente continue utilizando e administrando os bens durante sua vida, ao mesmo tempo em que os herdeiros já passam a ser os proprietários formais.
O que é usufruto?
O usufruto é o direito de usar e usufruir de um bem que pertence a outra pessoa. Na prática, significa que quem tem o usufruto pode, por exemplo:
morar no imóvel;
alugar e receber os rendimentos;
utilizar economicamente o bem.
Já o proprietário da nua-propriedade é o titular do bem, mas sem o direito de uso enquanto o usufruto estiver vigente.
Como funciona na prática
Na partilha cômoda realizada no inventário, os herdeiros podem concordar que:
a viúva, ou viúvo fique com o usufruto vitalício de determinados bens, como imóveis;
os filhos recebam a nua-propriedade, ou seja, a titularidade jurídica do patrimônio.
Com isso, evita-se a necessidade de venda imediata do bem ou de mudanças bruscas na vida do cônjuge sobrevivente, garantindo estabilidade familiar.
Quando ocorre o falecimento do usufrutuário, o usufruto se extingue automaticamente, e os filhos passam a ter a propriedade plena dos bens.
Vantagens da partilha cômoda
A partilha de bens cômoda pode trazer diversos benefícios para a família:
Proteção ao cônjuge sobrevivente, que mantém o direito de usar os bens;
Organização patrimonial antecipada, pois os herdeiros já recebem a nua-propriedade;
Redução de conflitos familiares, ao estabelecer regras claras no planejamento sucessório;
Inventário em cartório
Se você deseja saber mais sobre inventário e formas de partilha, procure o 26º Notas! Cada família possui uma realidade própria, e a melhor solução é sempre aquela que concilia segurança jurídica, equilíbrio e praticidade para todos os envolvidos.
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