{"id":8945,"date":"2014-01-14T11:21:23","date_gmt":"2014-01-14T13:21:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/\/?p=8945"},"modified":"2014-01-14T11:21:23","modified_gmt":"2014-01-14T13:21:23","slug":"csmsp-registro-de-imoveis-recurso-de-apelacao-recurso-de-apelacao-requerido-pelo-ex-interventor-do-2o-tabeliao-de-notas-de-osasco-ilegitimidade-recursal-prece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=8945","title":{"rendered":"CSM|SP: Registro de im\u00f3veis \u2013 Recurso de apela\u00e7\u00e3o \u2013 Recurso de apela\u00e7\u00e3o requerido pelo ex-interventor do 2\u00ba Tabeli\u00e3o de Notas de Osasco \u2013 Ilegitimidade recursal \u2013 Precedentes \u2013 Recurso n\u00e3o conhecido."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AC\u00d3RD\u00c3O<\/strong><br \/>\nVistos, relatados e discutidos estes autos de <strong>APELA\u00c7\u00c3O N\u00b0 0052045-13.2012.8.26.0405, <\/strong>da Comarca de <strong>Osasco, <\/strong>em que \u00e9 apelante <strong>MANOEL CARLOS DE OLIVEIRA,<\/strong> \u00e9 apelado <strong>2\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS, T\u00cdTULOS<\/strong> <strong>E DOCUMENTOS E CIVIL DE PESSOA JUR\u00cdDICA DA COMARCA DE<\/strong> <strong>OSASCO.<\/strong><br \/>\n<strong>ACORDAM, <\/strong>em Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, proferir a seguinte decis\u00e3o: <strong>&#8220;N\u00c3O CONHECERAM DO RECURSO, V.U.&#8221;<\/strong>, de conformidade com o voto do(a) Relator(a), que integra este ac\u00f3rd\u00e3o.<br \/>\nO julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o dos Desembargadores IVAN SARTORI (Presidente), GONZAGA FRANCESCHINI, WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, SILVEIRA PAULILO, SAMUEL J\u00daNIOR E TRIST\u00c3O RIBEIRO.<br \/>\nS\u00e3o Paulo, 6 de novembro de 2013.<br \/>\n<strong>JOS\u00c9 RENATO NALINI<\/strong><br \/>\n<strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><br \/>\n<strong>VOTO N\u00b0 21.361<\/strong><br \/>\n<strong>REGISTRO DE IM\u00d3VEIS \u2013 Recurso de apela\u00e7\u00e3o \u2013 Recurso de apela\u00e7\u00e3o requerido pelo ex-interventor do 2\u00ba Tabeli\u00e3o de Notas de Osasco \u2013 Ilegitimidade recursal \u2013 Precedentes \u2013 Recurso n\u00e3o conhecido<\/strong><br \/>\nApela Manoel Carlos de Oliveira contra a r. Senten\u00e7a [1] que manteve a recusa do 2\u00b0 Oficial de Registro de Im\u00f3veis de Osasco relativa ao registro da escritura p\u00fablica de compra e venda e divis\u00e3o do Lote de terras n\u00b0 04, Quadra &#8220;C&#8221;, do Loteamento Jardim Bonan\u00e7a.<br \/>\nA Procuradoria Geral de Justi\u00e7a opinou pelo n\u00e3o provimento do recurso [2].<br \/>\n\u00c9 o relat\u00f3rio.<br \/>\nDe in\u00edcio, destaque-se que o recorrente, na qualidade de interventor, n\u00e3o tem legitimidade e interesse &#8211; tal como os Tabeli\u00e3es e interinos -, para suscitar d\u00favida nem para recorrer da decis\u00e3o nela proferida.<br \/>\nA falta de legitimidade do ora recorrente para apresentar recurso foi por mim reconhecida nos autos do Processo CG n\u00b0 2012\/124108, cujo parecer (143\/2013-E) destacou que:<br \/>\n&#8230; <em>a Egr\u00e9gia Corregedoria Geral da Justi\u00e7a tem tolerado a atua\u00e7\u00e3o do tabeli\u00e3o como <strong>&#8220;mero portador da escritura&#8221; <\/strong>ao oficial de registro. [1] Admite-se, porque favor\u00e1vel ao interessado, decorr\u00eancia natural da atividade exercida e, atualmente, com mais raz\u00e3o, diante das complexidades da vida contempor\u00e2nea, que o not\u00e1rio aja como mensageiro, n\u00fancio, desenvolvendo, em exaurimento dos servi\u00e7os prestados, uma fun\u00e7\u00e3o meramente material, ao encaminhar o t\u00edtulo notarial ao Registro de Im\u00f3veis.<\/em><br \/>\n<em>Todavia, isso n\u00e3o implica sua equipara\u00e7\u00e3o \u00e0 figura legal do apresentante. E sob essa perspectiva deve ser absorvida a faculdade de apresentar o t\u00edtulo a registro, reconhecida ao tabeli\u00e3o na Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00b0 5.227-0, cujos principais trechos foram acima reproduzidos. <strong>Caso contr\u00e1rio, seria inarred\u00e1vel, \u00e0 luz do<\/strong> <strong>artigo 198, caput, da Lei n.\u00b0 6.015\/1973, admitir sua legitimidade<\/strong> <strong>para requerer suscita\u00e7\u00e3o de d\u00favida, refutada, h\u00e1 tempos, <span style=\"text-decoration: underline;\">e<\/span><\/strong><span style=\"text-decoration: underline;\"> <strong>inclusive no precedente a que se fez alus\u00e3o<\/strong><\/span><strong>, pela jurisprud\u00eancia<\/strong> <strong>administrativa do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo. [2]<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Por sua vez, e na trilha do racioc\u00ednio desenvolvido, o tabeli\u00e3o n\u00e3o se qualifica como interessado legitimado a impugnar a d\u00favida e a interpor recurso contra a decis\u00e3o que a julgou. Eventuais interesses de fato, econ\u00f4micos, morais, <strong>subjetivados <\/strong>na pessoa do not\u00e1rio, s\u00e3o insuficientes para autorizar sua participa\u00e7\u00e3o no procedimento administrativo em destaque.<\/em><br \/>\n<em>A recusa de registro do ato notarial n\u00e3o repercute sobre a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do tabeli\u00e3o. A desqualifica\u00e7\u00e3o, ao expressar ju\u00edzo negativo extrajudicial que recai sobre a qualifica\u00e7\u00e3o notarial, n\u00e3o afeta, por si, sua posi\u00e7\u00e3o jur\u00eddica individual, a sua esfera de direitos e obriga\u00e7\u00f5es. N\u00e3o basta sequer, especialmente diante de seus estreitos limites, para configurar il\u00edcito ou infra\u00e7\u00e3o administrativa. Da mesma maneira, o julgamento procedente da d\u00favida, que ocorre na seara administrativa.<\/em><br \/>\n<em>De mais a mais, a refor\u00e7ar a ilegitimidade e a falta de interesse recursal, anote-se que o recorrente n\u00e3o \u00e9 mais interventor nem interino respons\u00e1vel pelos servi\u00e7os notariais do 2.\u00b0 Tabelionato de Notas de Osasco.<\/em><br \/>\n<strong><em>[1]<\/em><\/strong><em> CSM &#8211; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00b0 3.553-0, relator Desembargador Marcos Nogueira Garcez, julgada em 03.12.1984.<\/em><br \/>\n<strong><em>[2]<\/em><\/strong><em> CSM &#8211; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00b0 3.553-0, relator Desembargador Marcos Nogueira Garcez, julgada em 03.12.1984. Neste precedente, ali\u00e1s, constou n\u00e3o ser poss\u00edvel admitir &#8220;que o tabeli\u00e3o, arvorando-se em procurador do adquirente, exer\u00e7a verdadeira advocacia administrativa, requeira d\u00favida e a impugne em nome pr\u00f3prio.&#8221;<\/em><br \/>\nDiante do exposto, n\u00e3o conhe\u00e7o do recurso.<br \/>\n<strong>JOS\u00c9 RENATO NALINI<\/strong><br \/>\n<strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><br \/>\nNotas:<br \/>\n[1] Fls. 89\/90<br \/>\n[2] Fls. 116\/119 (D.J.E. de 10.01.2013 &#8211; SP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AC\u00d3RD\u00c3O Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELA\u00c7\u00c3O N\u00b0 0052045-13.2012.8.26.0405, da Comarca de Osasco, em que \u00e9 apelante MANOEL CARLOS DE OLIVEIRA, \u00e9 apelado 2\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS, T\u00cdTULOS E DOCUMENTOS E CIVIL DE PESSOA JUR\u00cdDICA DA COMARCA DE OSASCO. 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