{"id":8588,"date":"2013-11-19T10:53:16","date_gmt":"2013-11-19T12:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/\/?p=8588"},"modified":"2013-11-19T10:53:16","modified_gmt":"2013-11-19T12:53:16","slug":"stj-noticias-indenizacao-trabalhista-recebida-apos-dissolucao-do-vinculo-conjugal-integra-a-partilha-de-bens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=8588","title":{"rendered":"STJ Not\u00edcias: Indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista recebida ap\u00f3s dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal integra a partilha de bens"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">DECIS\u00c3O<br \/>\n<strong>Indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista recebida ap\u00f3s dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal integra a partilha de bens<\/strong><br \/>\nA Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que os valores recebidos por um dos c\u00f4njuges a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista, ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal, relativos a direitos adquiridos durante a uni\u00e3o, integram o patrim\u00f4nio comum do casal a ser partilhado na separa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO entendimento foi proferido no julgamento do recurso especial de uma ex-esposa, inconformada com o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) que considerou que, em virtude das altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/1950-1969\/l4121.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei 4.121\/62<\/a><\/strong>\u00a0(Estatuto da Mulher Casada) no C\u00f3digo Civil de 1916 (CC\/16), as verbas trabalhistas foram \u201cexpressamente exclu\u00eddas\u201d da comunh\u00e3o universal e da comunh\u00e3o parcial de bens.<br \/>\nDe acordo com o tribunal mineiro, n\u00e3o integram o patrim\u00f4nio comum do casal os valores de indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista recebidos pelo ex-c\u00f4njuge ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo, mesmo sendo a compensa\u00e7\u00e3o correspondente a direitos adquiridos durante casamento celebrado sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens.<br \/>\n<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contradi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>Segundo a ministra Isabel Gallotti, existe uma \u201caparente contradi\u00e7\u00e3o\u201d entre a comunicabilidade de bens referida em alguns artigos do CC\/16. Conforme destacou a ministra, o legislador afastou do patrim\u00f4nio comum os rendimentos do trabalho no regime de comunh\u00e3o universal (artigo 263, XIII), \u201cconsiderado mais abrangente\u201d. Entretanto, no regime de comunh\u00e3o parcial de bens, manteve sem nenhuma modifica\u00e7\u00e3o a regra da comunh\u00e3o dos proventos do trabalho (artigo 271, VI).<br \/>\nGallotti explicou que, na vig\u00eancia do casamento, os rendimentos do trabalho de cada c\u00f4njuge pertencem a eles individualmente. Todavia, n\u00e3o se pode desvincular essas verbas do dever de m\u00fatua assist\u00eancia, sustento, educa\u00e7\u00e3o dos filhos e responsabilidade pelos encargos da fam\u00edlia.<br \/>\nA interpreta\u00e7\u00e3o tecida pela ministra e acompanhada pelos demais membros do colegiado foi de que a indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista recebida por um dos c\u00f4njuges, mesmo ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal sob regime de comunh\u00e3o universal de bens, integra o patrim\u00f4nio comum do casal, pois se essas verbas tivessem sido pagas no devido tempo, o casal as teria utilizado para prover o sustento do lar.<br \/>\nContudo, \u201ccomo essas parcelas n\u00e3o foram pagas na \u00e9poca pr\u00f3pria, n\u00e3o foram utilizadas no sustento e manuten\u00e7\u00e3o do lar conjugal, circunst\u00e2ncia que demonstra terem ambos os c\u00f4njuges suportado as dificuldades da injusta redu\u00e7\u00e3o de renda, sendo certo, de outra parte, que esses recursos constitu\u00edram reserva pecuni\u00e1ria, esp\u00e9cie de patrim\u00f4nio que, portanto, integra a comunh\u00e3o e deve ser objeto da partilha decorrente da separa\u00e7\u00e3o do casal\u201d, afirmou Gallotti.<br \/>\n<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relativiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><\/strong>A ministra mencionou que esse entendimento foi consolidado pela Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ h\u00e1 bastante tempo, como pode ser observado nos Embargos de Diverg\u00eancia em Recurso Especial (EREsp) 421.801, de 2004, de relatoria do ministro Cesar Asfor Rocha.<br \/>\nA relatora citou tamb\u00e9m um voto que proferiu no julgamento do Recurso Especial (REsp) 1.053.473, de relatoria do ministro Marco Buzzi, quando ressaltou ser \u201cimperiosa\u201d a relativiza\u00e7\u00e3o do comando de incomunicabilidade previsto nos dispositivos j\u00e1 mencionados do CC\/16, correspondentes aos artigos 1.668, V, e 1.659, VI e VII, do C\u00f3digo Civil de 2002.<br \/>\nDe acordo com ela, o comando precisa ser examinado em conjunto com os demais deveres do casamento, devendo estabelecer a \u201csepara\u00e7\u00e3o dos vencimentos enquanto verba suficiente a possibilitar a subsist\u00eancia do indiv\u00edduo, mas sempre observados os deveres de m\u00fatua assist\u00eancia e manten\u00e7a do lar conjugal\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.stj.jus.br<\/a>\u00a0\u2013 Publicado em 14\/11\/2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DECIS\u00c3O Indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista recebida ap\u00f3s dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal integra a partilha de bens A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que os valores recebidos por um dos c\u00f4njuges a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o trabalhista, ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo conjugal, relativos a direitos adquiridos durante a uni\u00e3o, integram o patrim\u00f4nio comum do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-8588","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-stfstj"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8588","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8588"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8588\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8588"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8588"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8588"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}