{"id":302,"date":"2010-01-15T17:51:10","date_gmt":"2010-01-15T19:51:10","guid":{"rendered":"http:\/\/homologacao.26notas.com.br\/blog\/?p=302"},"modified":"2010-01-15T17:51:10","modified_gmt":"2010-01-15T19:51:10","slug":"culpa-no-cartorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=302","title":{"rendered":"&#8220;Culpa no Cart\u00f3rio&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCulpa no cart\u00f3rio\u201d ou \u201cter culpa no cart\u00f3rio\u201d \u00e9 uma express\u00e3o cotidiana para dizer que algu\u00e9m deve algo ou cometeu algum tipo de infra\u00e7\u00e3o. Contudo, se levarmos ao p\u00e9 da letra, perceberemos que este recurso da l\u00edngua n\u00e3o tem nada a ver com as atuais fun\u00e7\u00f5es de um cart\u00f3rio. Quando somos julgados por alguma infra\u00e7\u00e3o, somos geralmente convocados a aparecer em um tribunal ou delegacia para que se fa\u00e7a o registro do crime em quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa forma, vem a pergunta: \u201cde onde surgiu a tal culpa no cart\u00f3rio?\u201d. Para respondermos a esse questionamento, precisamos antes nos deslocar para a Europa da Baixa Idade M\u00e9dia. Nesse per\u00edodo, l\u00e1 pelos idos do s\u00e9culo XIII, a Igreja tinha uma vis\u00edvel preocupa\u00e7\u00e3o em combater os movimentos her\u00e9ticos que contrariavam as verdades eternas pregadas por seus cl\u00e9rigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nesse momento em que os dirigentes da Santa S\u00e9 decidiram criar o chamado Tribunal da Santa Inquisi\u00e7\u00e3o. Este \u00f3rg\u00e3o tinha como fun\u00e7\u00e3o essencial vigiar e punir qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o que pudesse ser vista como um crime contra a doutrina cat\u00f3lica. Os acusados sofriam um processo judicial que poderia converter em um variado leque de penalidades que iam da penit\u00eancia at\u00e9 a morte na fogueira. Desse modo, v\u00e1rias pessoas tiveram suas cren\u00e7as tolhidas pelo terror implantado pela Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<a href=\"http:\/\/homologacao.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/inquisition.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-301\" title=\"inquisition\" src=\"http:\/\/homologacao.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/inquisition-300x235.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"235\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para controlar o hist\u00f3rico dos envolvidos em uma investiga\u00e7\u00e3o, a Igreja mantinha um cart\u00f3rio onde registrava e mantinha cada um dos processos judiciais conduzidos por ela. Dessa forma, a pessoa acabava tendo seu nome manchado ao ter em algum momento se envolvido com a investiga\u00e7\u00e3o clerical. Na Espanha, a inc\u00f4moda situa\u00e7\u00e3o levava muitos a ca\u00e7oarem de um ex-condenado dizendo que ele tinha \u201c<em>culpa en el notario<\/em>\u201d. Foi da\u00ed que a tal \u201cculpa no cart\u00f3rio\u201d se transformou em express\u00e3o comum nos pa\u00edses ib\u00e9ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a href=\"http:\/\/eduexplica.blogspot.com\/2010\/01\/culpa-no-cartorio.html\">http:\/\/eduexplica.blogspot.com\/2010\/01\/culpa-no-cartorio.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCulpa no cart\u00f3rio\u201d ou \u201cter culpa no cart\u00f3rio\u201d \u00e9 uma express\u00e3o cotidiana para dizer que algu\u00e9m deve algo ou cometeu algum tipo de infra\u00e7\u00e3o. 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