{"id":15035,"date":"2019-10-10T13:58:16","date_gmt":"2019-10-10T15:58:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=15035"},"modified":"2019-10-10T13:58:16","modified_gmt":"2019-10-10T15:58:16","slug":"csmsp-registro-de-imoveis-desapropriacao-amigavel-aquisicao-originaria-da-propriedade-art-176-%c2%a7-1-o-3-a-e-225-%c2%a7-3-o-da-lei-n-6-0157","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=15035","title":{"rendered":"CSM|SP: Registro de Im\u00f3veis \u2013\u00a0Desapropria\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel \u2013 Aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da propriedade \u2013 Art. 176, \u00a7 1.\u00ba, 3\u00a0a\u00a0e 225, \u00a7 3.\u00ba da Lei n.\u00b0 6.015\/73 \u2013 Desnecessidade de retifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea maior, de onde ser\u00e1 feito o desfalque \u2013 Recurso desprovido."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00e7\u00f5es-CSM1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13357\" src=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00e7\u00f5es-CSM1.png\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"225\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>AC\u00d3RD\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos estes autos de\u00a0<strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 1002421-45.2018.8.26.0347<\/strong>, da Comarca de\u00a0<strong>Mat\u00e3o<\/strong>, em que \u00e9 apelante\u00a0<strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO<\/strong>, \u00e9 apelado\u00a0<strong>PREFEITURA MUNICIPAL DE MAT\u00c3O<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>ACORDAM,\u00a0<\/strong>em Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, proferir a seguinte decis\u00e3o:\u00a0<strong>&#8220;Negaram provimento ao recurso, v.u.&#8221;<\/strong>, de conformidade com o voto do Relator, que integra este ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p>O julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o dos Exmos. Desembargadores\u00a0<strong>PEREIRA CAL\u00c7AS (PRESIDENTE TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A) (Presidente), ARTUR MARQUES (VICE PRESIDENTE), XAVIER DE AQUINO (DECANO), EVARISTO DOS SANTOS (PRES. DA SE\u00c7\u00c3O DE DIREITO P\u00daBLICO), CAMPOS MELLO (PRES. DA SE\u00c7\u00c3O DE DIREITO PRIVADO) E FERNANDO TORRES GARCIA (PRES. SE\u00c7\u00c3O DE DIREITO CRIMINAL)<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 12 de setembro de 2019.<\/p>\n<p><strong>GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 1002421-45.2018.8.26.0347<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelante: Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelado: Prefeitura Municipal de Mat\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>VOTO N.\u00ba 37.876<\/strong><\/p>\n<p><strong>Registro de Im\u00f3veis \u2013\u00a0Desapropria\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel \u2013 Aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da propriedade \u2013 Art. 176, \u00a7 1.\u00ba, 3\u00a0<em>a\u00a0<\/em>e 225, \u00a7 3.\u00ba da Lei n.\u00b0 6.015\/73 \u2013 Desnecessidade de retifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea maior, de onde ser\u00e1 feito o desfalque \u2013 Recurso desprovido.<\/strong><\/p>\n<p>O MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO interp\u00f5e apela\u00e7\u00e3o contra r. senten\u00e7a de fls. 74\/80, que julgou improcedente a d\u00favida suscitada pelo Sr. Oficial do Registro de Im\u00f3veis da Comarca de Mat\u00e3o, permitindo o registro de escritura de desapropria\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel, sem a necessidade de retifica\u00e7\u00e3o administrativa da \u00e1rea remanescente.<\/p>\n<p>Sustenta o apelante ser o caso de revers\u00e3o da r. senten\u00e7a, com manuten\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia formulada pelo Oficial Registrador, uma vez que o t\u00edtulo apresentado depende de retifica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea maior da qual ser\u00e1 desfalcado o im\u00f3vel objeto da desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A D. Procuradoria Geral de Justi\u00e7a opinou pelo provimento do recurso (fls. 117\/118).<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o relat\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n<p>Presentes os pressupostos legais e administrativos, conhe\u00e7o do apelo.<\/p>\n<p>No m\u00e9rito, o recurso n\u00e3o comporta provimento.<\/p>\n<p>Prenotou-se, em 4 de junho de 2018, traslado de escritura p\u00fablica de desapropria\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel, referente ao im\u00f3vel da matr\u00edcula n.\u00b0 2.116 (fls. 4\/9) daquela serventia imobili\u00e1ria.<\/p>\n<p>O N. Oficial afirma que a interessada\u00a0<em>\u201cna qualidade de adquirente de parte do im\u00f3vel objeto da matr\u00edcula n\u00b0 2.116, dever\u00e1 providenciar primeiramente a retifica\u00e7\u00e3o administrativa daquele im\u00f3vel, para possibilitar a abertura de matr\u00edcula para a \u00e1rea desapropriada, conforme as mais recentes decis\u00f5es do CSM do Estado de S\u00e3o Paulo\u201d\u00a0<\/em>(fl. 30).<\/p>\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel por meio de desapropria\u00e7\u00e3o, mesmo amig\u00e1vel, encerra forma origin\u00e1ria de aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade1.<\/p>\n<p>Verifica-se que n\u00e3o h\u00e1 irregularidade quanto \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea desapropriada, que est\u00e1 devidamente descrita em planta e memorial descritivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 quanto \u00e0 \u00e1rea maior destacada, a natureza origin\u00e1ria da aquisi\u00e7\u00e3o pela desapropria\u00e7\u00e3o descaracteriza a submiss\u00e3o dessa situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica \u00e0 hip\u00f3tese de desmembramento de im\u00f3vel, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 que se falar em continuidade.<\/p>\n<p>Assim j\u00e1 se posicionou este C. CSM conforme Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 3.604-0, Rel. Des. MARCOS NOGUEIRA GARCEZ, j. 3\/12\/1984; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 9.461-0\/9, Rel. Des. MILTON EVARISTO DOS SANTOS, j. 30\/1\/1989; e Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 990.10.415.058-2, Rel. Des. MAUR\u00cdCIO VIDIGAL, j. 7\/7\/2011; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 0000025-73.2011.8.26.0213, Rel. Des. RENATO NALINI, j. 19\/7\/2012; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 0001026-61.2011.8.26.0062, Rel. Des. RENATO NALINI, j. 17\/1\/2013; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 0004802-13.2008.8.26.0438, Rel. Des. RENATO NALINI, j. 6\/11\/2013; e Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 3000623-74.2013.8.26.0481, Rel. Des. HAMILTON ELLIOT AKEL. J. 28\/4\/2015.<\/p>\n<p>E, de fato, j\u00e1 que a desapropria\u00e7\u00e3o traduz forma origin\u00e1ria de propriedade, sem qualquer v\u00ednculo com a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica antecedente, a \u00e1rea desapropriada pode ser destacada da matr\u00edcula maior, sem a necessidade de descri\u00e7\u00e3o da referida \u00e1rea maior. Ali\u00e1s, seria poss\u00edvel o registro da desapropria\u00e7\u00e3o mesmo se n\u00e3o se soubesse sequer de onde seria feito o desfalque.<\/p>\n<p>Feito o registro da \u00e1rea desapropriada, dever\u00e1 ser averbado o desfalque na matr\u00edcula m\u00e3e, apurando-se seu remanescente. Ali\u00e1s, para atos de disposi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria futuros, a\u00ed sim ser\u00e1 necess\u00e1ria a retifica\u00e7\u00e3o do remanescente da matr\u00edcula desfalcada, mas n\u00e3o agora.<\/p>\n<p>A necessidade de especializa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea remanescente se imp\u00f5e por for\u00e7a do art. 176, \u00a7\u00a7 3.\u00b0 e 4.\u00b0 e do art. 225, \u00a7 3.\u00b0 da Lei n.\u00b0 6.015\/73, com a reda\u00e7\u00e3o que foi dada pela Lei n.\u00b0 10.267\/01, mas, como dito, tal obrigatoriedade n\u00e3o se aplica \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria de propriedade, e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea maior, de onde ser\u00e1 feito o desfalque.<\/p>\n<p>Em ac\u00f3rd\u00e3o de minha relatoria, este Eg. Conselho Superior da Magistratura recentemente se manifestou:<\/p>\n<blockquote><p><em>REGISTRO DE IM\u00d3VEIS \u2013 Desapropria\u00e7\u00e3o Parcial de \u00c1rea Rural \u2013 Aquisi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da propriedade \u2013 Autarquia Estadual \u2013 Desnecessidade da avalia\u00e7\u00e3o prevista no inciso II do art. 7.\u00b0 da Lei Estadual n.\u00b0 11.331\/02 \u2013 Rodovia em \u00e1rea rural \u2013 art. 176, \u00a7 1.\u00ba, 3 a e 225, \u00a7 3.\u00ba da Lei n.\u00b0 6.015\/73 \u2013\u00a0<strong>Desnecessidade de<\/strong>\u00a0<strong>georreferenciamento da \u00e1rea maior, de onde ser\u00e1 feito o<\/strong>\u00a0<strong>desfalque\u00a0<\/strong>\u2013\u00a0<strong>Recurso provido<\/strong>. (Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00b0 1000777-24.2016.8.26.0481, Rel. Des. PINHEIRO FRANCO).\u00a0<\/em>(g.n.)<\/p><\/blockquote>\n<p>Por todo o exposto,\u00a0<strong>nego provimento ao recurso<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>GERALDO FRANCISCO PINHEIRO FRANCO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><\/p>\n<p><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong>\u00a0Nesse sentido, o voto do Desembargador Jos\u00e9 Renato Nalini, Corregedor Geral da Justi\u00e7a na apela\u00e7\u00e3o n.\u00b0 0001026-61.2011.8.26.0062, em 17\/1\/2013.<\/p>\n<p>(DJe de 07.10.2019 \u2013 SP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AC\u00d3RD\u00c3O Vistos, relatados e discutidos estes autos de\u00a0Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel n.\u00ba 1002421-45.2018.8.26.0347, da Comarca de\u00a0Mat\u00e3o, em que \u00e9 apelante\u00a0MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO, \u00e9 apelado\u00a0PREFEITURA MUNICIPAL DE MAT\u00c3O. 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