{"id":1446,"date":"2010-06-09T15:51:35","date_gmt":"2010-06-09T17:51:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/\/?p=1446"},"modified":"2010-06-09T15:51:35","modified_gmt":"2010-06-09T17:51:35","slug":"stj-notas-divulgadas-no-informativo-n%c2%ba-436","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=1446","title":{"rendered":"STJ: notas divulgadas no informativo n\u00ba 436"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NEGAT\u00d3RIA. MATERNIDADE SOCIOAFETIVA. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o negat\u00f3ria de maternidade cumulada com pedido de anula\u00e7\u00e3o de assento de nascimento ajuizada pela ora recorrente contra a ora recorrida, \u00e0 \u00e9poca menor, representada por seu tutor. Alega, em seu pedido, falsidade ideol\u00f3gica perpetrada pela falecida m\u00e3e, que registrou filha rec\u00e9m-nascida de outrem como sua. O tribunal <em>a quo<\/em> afirmou como espont\u00e2neo o reconhecimento da maternidade, a anula\u00e7\u00e3o do assento de nascimento da crian\u00e7a apenas poderia ser feita na presen\u00e7a de prova robusta, qual seja, de que a m\u00e3e teria sido induzida a erro por desconhecer a origem gen\u00e9tica da crian\u00e7a, ou, ent\u00e3o, valendo-se de conduta reprov\u00e1vel e mediante m\u00e1-f\u00e9, declarar como verdadeiro v\u00ednculo familiar inexistente. No caso, inexiste meio de desfazer um ato levado a efeito com perfeita demonstra\u00e7\u00e3o de vontade da m\u00e3e, que um dia declarou, perante a sociedade, em ato solene e de reconhecimento p\u00fablico, ser m\u00e3e de crian\u00e7a, valendo-se, para tanto, da verdade socialmente constru\u00edda com base no afeto, demonstrando, dessa forma, a efetiva exist\u00eancia de v\u00ednculo familiar. A diferen\u00e7a de registro de nascimento com a realidade biol\u00f3gica, em raz\u00e3o de conduta que desconsiderava a verdade sobre o aspecto gen\u00e9tico, somente pode ser pleiteada por aquele que teve sua filia\u00e7\u00e3o falsamente atribu\u00edda, e os efeitos da\u00ed decorrentes apenas podem operar-se contra aquele que realizou o ato de reconhecimento familiar. Isso porque prevalece, na esp\u00e9cie, a liga\u00e7\u00e3o socioafetiva constru\u00edda e consolidada entre m\u00e3e e filha, que tem prote\u00e7\u00e3o indel\u00e9vel conferida \u00e0 personalidade humana, mediante cl\u00e1usula geral que a tutela e encontra apoio na preserva\u00e7\u00e3o da estabilidade familiar. Assim, a Turma negou provimento ao recurso. <strong><a title=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201000356\" href=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201000356\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">REsp 1.000.356-SP<\/a>, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 25\/5\/2010.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ADO\u00c7\u00c3O. MAIOR DE 18 ANOS. ESCRITURA. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a entrada em vigor do CC\/2002, n\u00e3o mais se permite a ado\u00e7\u00e3o de pessoa maior de 18 anos mediante pedido de alvar\u00e1 para outorga de escritura p\u00fablica, visto que se tornou indispens\u00e1vel o processo judicial que culmine em senten\u00e7a constitutiva (art. 1.619 do referido <em>codex<\/em>). <strong><a title=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20703362\" href=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20703362\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">REsp 703.362-PR<\/a>, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, julgado em 25\/5\/2010.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ALIENA\u00c7\u00c3O FIDUCI\u00c1RIA. NOTA PROMISS\u00d3RIA. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em contrato de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia, o credor n\u00e3o pode promover a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o concomitante com a execu\u00e7\u00e3o da nota promiss\u00f3ria tamb\u00e9m firmada no neg\u00f3cio. A mora do devedor pode ser comprovada mediante notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial ou protesto do t\u00edtulo, ainda que realizado por edital. Precedentes citados: EDcl no REsp 316.047-SP, DJ 7\/10\/2002; REsp 408.863-RS, DJ 7\/4\/2003, e AgRg no Ag 1.229.026-PR, DJe 12\/2\/2010. <strong><a title=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20576081\" href=\"http:\/\/www.stj.gov.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20576081\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">REsp 576.081-SP<\/a>, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, julgado em 25\/5\/2010.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NEGAT\u00d3RIA. MATERNIDADE SOCIOAFETIVA. Trata-se, na origem, de a\u00e7\u00e3o negat\u00f3ria de maternidade cumulada com pedido de anula\u00e7\u00e3o de assento de nascimento ajuizada pela ora recorrente contra a ora recorrida, \u00e0 \u00e9poca menor, representada por seu tutor. Alega, em seu pedido, falsidade ideol\u00f3gica perpetrada pela falecida m\u00e3e, que registrou filha rec\u00e9m-nascida de outrem como sua. 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