{"id":14355,"date":"2018-05-21T13:34:49","date_gmt":"2018-05-21T15:34:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14355"},"modified":"2018-05-21T13:34:49","modified_gmt":"2018-05-21T15:34:49","slug":"informativo-stj-n-624-18-de-maio-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14355","title":{"rendered":"Informativo STJ n. 624 &#8211; 18 de maio de 2018"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00f5es-STJ1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13392\" src=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00f5es-STJ1.png\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"271\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>PROCESSO<\/strong>: <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/webstj\/processo\/justica\/jurisprudencia.asp?origemPesquisa=informativo&amp;tipo=num_pro&amp;valor=REsp1623475\">REsp 1.623.475-PR<\/a><\/strong>, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 17\/04\/2018, DJe 20\/04\/2018<\/p>\n<p><strong>RAMO DO DIREITO<\/strong>: Direito Civil, Direito Processual Civil<\/p>\n<p><strong>TEMA<\/strong>: Div\u00f3rcio Consensual. Acordo sobre partilha de bens. Homologa\u00e7\u00e3o por senten\u00e7a. Posterior ajuste consensual acerca da destina\u00e7\u00e3o dos bens. Viola\u00e7\u00e3o \u00e0 coisa julgada. Inocorr\u00eancia. Conven\u00e7\u00e3o sobre partilha de bens privados e dispon\u00edveis. Partes maiores e capazes. Possibilidade.<\/p>\n<p><strong>DESTAQUE<\/strong>:<\/p>\n<p>A coisa julgada material formada em virtude de acordo celebrado por partes maiores e capazes, versando sobre a partilha de bens im\u00f3veis privados e dispon\u00edveis e que fora homologado judicialmente por ocasi\u00e3o de div\u00f3rcio consensual, n\u00e3o impede que haja um novo acordo sobre o destino dos referidos bens.<\/p>\n<p><strong>INFORMA\u00c7\u00d5ES DO INTEIRO TEOR<\/strong>:<\/p>\n<p>No caso analisado, foi celebrado acordo em a\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio, em que ficou estabelecido que os bens im\u00f3veis do casal seriam vendidos e partilhados em 50% para cada parte. No entanto, as partes noticiaram dificuldade em realizar a venda dos im\u00f3veis e requereram a homologa\u00e7\u00e3o de novo acordo, por meio do qual ficou aven\u00e7ado que um c\u00f4njuge ficaria com os direitos de posse sobre um determinado im\u00f3vel e o outro com os demais. A pretens\u00e3o, todavia, foi indeferida aos fundamentos de que o acordo homologado havia transitado em julgado, que se trataria de mero arrependimento das partes e que eventual altera\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas do acordo deveria ser examinada em a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria. Entretanto, n\u00e3o se afigura correto indeferir o pedido de homologa\u00e7\u00e3o de acordo que versa sobre o novo modelo de partilha de bens que as partes entenderam ser mais vantajoso e interessante para elas pr\u00f3prias. Isso porque, em primeiro lugar, reconhecendo-se que possuem as partes uma gama bastante ampla de poderes negociais, h\u00e1 que n\u00e3o apenas se proteger, mas tamb\u00e9m efetivamente se estimular a resolu\u00e7\u00e3o dos conflitos a partir dos pr\u00f3prios poderes de disposi\u00e7\u00e3o e de transa\u00e7\u00e3o que possuem as partes. De outro lado, simplesmente remeter as partes a uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria para a modifica\u00e7\u00e3o do acordo traduz-se, em \u00faltima an\u00e1lise, no privil\u00e9gio da forma em detrimento do conte\u00fado, em clara afronta \u00e0 economia, celeridade e razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo. Nessas circunst\u00e2ncias, \u00e9 poss\u00edvel concluir que podem as partes, livremente e com base no princ\u00edpio da autonomia da vontade, renunciar ou transigir sobre um direito ou um cr\u00e9dito reconhecido judicialmente em favor de uma delas, mesmo ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o judicial que os reconheceu ou fixou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROCESSO: REsp 1.623.475-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, por unanimidade, julgado em 17\/04\/2018, DJe 20\/04\/2018 RAMO DO DIREITO: Direito Civil, Direito Processual Civil TEMA: Div\u00f3rcio Consensual. Acordo sobre partilha de bens. 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