{"id":14308,"date":"2018-04-27T15:53:35","date_gmt":"2018-04-27T17:53:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14308"},"modified":"2018-04-27T15:53:35","modified_gmt":"2018-04-27T17:53:35","slug":"csmsp-registro-de-imoveis-alienacao-fiduciaria-termo-de-quitacao-na-hipotese-de-o-imovel-alienado-fiduciariamente-ser-arrematado-por-valor-superior-ao-da-divida-o-regi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14308","title":{"rendered":"CSM&#124;SP: Registro de im\u00f3veis \u2013 Aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria \u2013 Termo de quita\u00e7\u00e3o \u2013 Na hip\u00f3tese de o im\u00f3vel alienado fiduciariamente ser arrematado por valor superior ao da d\u00edvida, o registro da escritura firmada entre credor fiduci\u00e1rio e arrematante n\u00e3o pode ser obstado por aus\u00eancia do termo de quita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, previsto no art. 27, \u00a7 4\u00ba, da Lei 9514\/97 \u2013\u00a0Recurso provido."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13357\" src=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00e7\u00f5es-CSM1-1024x550.png\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p><strong>AC\u00d3RD\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos estes autos da\u00a0<strong>Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1095724-49.2016.8.26.0100<\/strong>, da Comarca de\u00a0<strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, em que s\u00e3o apelantes\u00a0<strong>CL\u00c9CIO ROCHA E SILVA e ANA MARIA FRACASSI DE MELLO ROCHA E SILVA<\/strong>, \u00e9 apelado\u00a0<strong>14\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS DA COMARCA DA CAPITAL<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>ACORDAM,\u00a0<\/strong>em Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, proferir a seguinte decis\u00e3o:\u00a0<strong>&#8220;Deram provimento ao recurso, para julgar improcedente a d\u00favida, v.u.&#8221;<\/strong>, de conformidade com o voto do Relator, que integra este Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p>O julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o dos Exmos. Desembargadores\u00a0<strong>PAULO DIMAS MASCARETTI (Presidente), ADEMIR BENEDITO, XAVIER DE AQUINO, JO\u00c3O CARLOS SALETTI, RICARDO DIP (PRES. DA SE\u00c7\u00c3O DE DIREITO P\u00daBLICO) E P\u00c9RICLES PIZA<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 20 de julho de 2017.<\/p>\n<p><strong>MANOEL DE QUEIROZ PEREIRA CAL\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1095724-49.2016.8.26.0100<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelantes: Cl\u00e9cio Rocha e Silva e Ana Maria Fracassi de Mello Rocha e Silva<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelado: 14\u00ba Oficial de Registro de Im\u00f3veis da Comarca da Capital<\/strong><\/p>\n<p><strong>VOTO N\u00ba 29.799<\/strong><\/p>\n<p><strong>Registro de im\u00f3veis \u2013 Aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria \u2013 Termo de quita\u00e7\u00e3o \u2013 Na hip\u00f3tese de o im\u00f3vel alienado fiduciariamente ser arrematado por valor superior ao da d\u00edvida, o registro da escritura firmada entre credor fiduci\u00e1rio e arrematante n\u00e3o pode ser obstado por aus\u00eancia do termo de quita\u00e7\u00e3o rec\u00edproca, previsto no art. 27, \u00a7 4\u00ba, da Lei 9514\/97 \u2013<\/strong>\u00a0<strong>Recurso provido.<\/strong><\/p>\n<p>Cuida-se de recurso de apela\u00e7\u00e3o tirado de r. senten\u00e7a da MM. Ju\u00edza Corregedora Permanente do 14\u00ba Oficial de Registro de Im\u00f3veis da Capital, que julgou procedente d\u00favida inversa suscitada, para o fim de manter a recusa a registro de escritura de compra e venda havida entre credor fiduci\u00e1rio e arrematante de im\u00f3vel objeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria inadimplida, \u00e0 m\u00edngua do termo de quita\u00e7\u00e3o previsto no art. 27, \u00a74\u00ba, da Lei 9514\/97.<\/p>\n<p>O apelante afirma, em s\u00edntese, que a quita\u00e7\u00e3o faltante h\u00e1 de ser dada entre credor fiduci\u00e1rio e devedor fiduciante e n\u00e3o \u00e9 requisito para o registro da escritura de compra e venda imobili\u00e1ria. Colacionou precedentes.<\/p>\n<p>A Procuradoria Geral de Justi\u00e7a opinou pelo desprovimento do recurso.<\/p>\n<p>\u00c9 o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00c0 luz do art. 27,\u00a0<em>caput\u00a0<\/em>e \u00a74\u00ba, da Lei 9514\/97:<\/p>\n<blockquote><p><em>Art. 27. Uma vez consolidada a propriedade em seu nome, o fiduci\u00e1rio, no prazo de trinta dias, contados da data do registro de que trata o \u00a7 7\u00ba do artigo anterior, promover\u00e1 p\u00fablico leil\u00e3o para a aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a7 4\u00ba Nos cinco dias que se seguirem \u00e0 venda do im\u00f3vel no leil\u00e3o, o credor entregar\u00e1 ao devedor a import\u00e2ncia que sobejar, considerando-se nela compreendido o valor da indeniza\u00e7\u00e3o de benfeitorias, depois de deduzidos os valores da d\u00edvida e das despesas e encargos de que tratam os \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba, fato esse que importar\u00e1 em rec\u00edproca quita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se aplicando o disposto na parte final do art. 516 do C\u00f3digo Civil.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Conforme se extrai do\u00a0<em>caput\u00a0<\/em>da norma aludida, o leil\u00e3o p\u00fablico somente ter\u00e1 lugar quando j\u00e1 consolidada a propriedade em nome do credor fiduci\u00e1rio. Arrematado o im\u00f3vel, pago o pre\u00e7o ofertado e lavrada a escritura prevista no item 259. 1 do Cap\u00edtulo XX, Tomo II, das NSCGJ, n\u00e3o h\u00e1 como obstar o respectivo registro.<\/p>\n<p>A rec\u00edproca quita\u00e7\u00e3o versada no \u00a74\u00ba n\u00e3o guarda qualquer rela\u00e7\u00e3o com o arrematante. N\u00e3o lhe diz respeito. D\u00e1-se entre aqueles que, originariamente, assumiram as condi\u00e7\u00f5es de credor fiduci\u00e1rio e devedor fiduciante. Tampouco, como se viu, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que a propriedade do im\u00f3vel consolide-se em m\u00e3os do credor fiduci\u00e1rio, o que j\u00e1 ter\u00e1 ocorrido pela reiterada inadimpl\u00eancia do fiduciante, mesmo depois de constitu\u00eddo em mora (art. 26,\u00a0<em>caput<\/em>, da Lei 9514\/97).<\/p>\n<p>Para o mesmo Norte aponta a jurisprud\u00eancia deste E. CSM, como se v\u00ea do seguinte aresto:<\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cA controv\u00e9rsia a ser dirimida relaciona-se ao cumprimento ou n\u00e3o, pela credora f\u00edduci\u00e1ria, do dever de entregar \u00e0s devedoras fiduciantes, que agora s\u00e3o credoras, a quantia que sobejou em decorr\u00eancia da arremata\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel em leil\u00e3o p\u00fablico realizado, em cumprimento ao \u00a7 4o do artigo 27 da Lei 9.514\/97, e tamb\u00e9m ao dever do registrador fiscalizar tal cumprimento.<\/em><\/p>\n<p><em>(&#8230;) O t\u00edtulo apresentado a registro foi uma escritura de compra e venda pela qual a Caixa Econ\u00f4mica Federal transferiu \u00e0 arrematante Elza Maria Franjolli Teixeira a titularidade do dom\u00ednio do im\u00f3vel. A obriga\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal, de dar quita\u00e7\u00e3o \u00e0s devedoras fiduciantes, em raz\u00e3o da arremata\u00e7\u00e3o do bem im\u00f3vel no referido leil\u00e3o e de prestar contas acerca do valor excedente apurado a ser devolvido, conforme previsto no \u00a74\u00b0 do artigo 27 da Lei 9.514\/97, \u00e9 de natureza pessoal e restrita \u00e0s partes deste neg\u00f3cio (aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria). N\u00e3o guarda, pois, nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o dever da institui\u00e7\u00e3o financeira de transferir a titularidade do dom\u00ednio \u00e0 arrematante, o que se deu por meio da escritura de compra e venda apresentada para registro.\u201d\u00a0<\/em>(Apela\u00e7\u00e3o n\u00b0 1010103-21.2015.8.26.0100, Rel. Des Xavier de Aquino, j. 9\/11\/15)<\/p><\/blockquote>\n<p>Desta feita, dou provimento ao recurso, para julgar improcedente a d\u00favida.<\/p>\n<p><strong>MANOEL DE QUEIROZ PEREIRA CAL\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(DJe de 27.04.2018 &#8211; SP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AC\u00d3RD\u00c3O Vistos, relatados e discutidos estes autos da\u00a0Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1095724-49.2016.8.26.0100, da Comarca de\u00a0S\u00e3o Paulo, em que s\u00e3o apelantes\u00a0CL\u00c9CIO ROCHA E SILVA e ANA MARIA FRACASSI DE MELLO ROCHA E SILVA, \u00e9 apelado\u00a014\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS DA COMARCA DA CAPITAL. 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