{"id":14161,"date":"2018-01-26T12:26:09","date_gmt":"2018-01-26T14:26:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14161"},"modified":"2018-01-26T12:26:09","modified_gmt":"2018-01-26T14:26:09","slug":"csmsp-registro-de-imoveis-duvida-julgada-procedente-instrumento-particular-de-venda-e-compra-de-imovel-questionamento-das-diversas-exigencias-formuladas-pelo-registrado-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=14161","title":{"rendered":"CSM&#124;SP: Registro de Im\u00f3veis \u2013 D\u00favida julgada procedente \u2013 Instrumento Particular de Venda e Compra de Im\u00f3vel \u2013 Questionamento das diversas exig\u00eancias formuladas pelo Registrador \u2013 Pertin\u00eancia da maioria delas \u2013 Negativa de registro mantida \u2013 Recurso n\u00e3o provido."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-13357\" src=\"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Decis\u00e7\u00f5es-CSM1-1024x550.png\" alt=\"\" width=\"420\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p><strong>AC\u00d3RD\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos estes autos do(a)\u00a0<strong>Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1124381-98.2016.8.26.0100<\/strong>, da Comarca de\u00a0<strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, em que s\u00e3o partes \u00e9 apelante\u00a0<strong>LEGEP MINERA\u00c7\u00c3O LTDA<\/strong>, \u00e9 apelado\u00a0<strong>15\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS DA COMARCA DA CAPITAL<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>ACORDAM,\u00a0<\/strong>em Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, proferir a seguinte decis\u00e3o:\u00a0<strong>&#8220;Negaram provimento ao recurso, v.u. Declarar\u00e1 voto convergente o Desembargador Ricardo Dip.&#8221;<\/strong>, de conformidade com o voto do Relator, que integra este Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p>O julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o dos Exmos. Desembargadores\u00a0<strong>PAULO DIMAS MASCARETTI (Presidente), ADEMIR BENEDITO, XAVIER DE AQUINO, LUIZ ANTONIO DE GODOY, RICARDO DIP E SALLES ABREU<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 1\u00ba de setembro de 2017.<\/p>\n<p><strong>MANOEL DE QUEIROZ PEREIRA CAL\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1124381-98.2016.8.26.0100<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelante: LEGEP Minera\u00e7\u00e3o Ltda<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apelado: 15\u00ba Oficial de Registro de Im\u00f3veis da Comarca da Capital<\/strong><\/p>\n<p><strong>VOTO N\u00ba 29.822<\/strong><\/p>\n<p><strong>Registro de Im\u00f3veis \u2013 D\u00favida julgada procedente \u2013 Instrumento Particular de Venda e Compra de Im\u00f3vel \u2013 Questionamento das diversas exig\u00eancias formuladas pelo Registrador \u2013 Pertin\u00eancia da maioria delas \u2013 Negativa de registro mantida \u2013 Recurso n\u00e3o provido.<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se de recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto por Legep Minera\u00e7\u00e3o Ltda. contra a senten\u00e7a de fls. 128\/133, que julgou procedente a d\u00favida suscitada e manteve a recusa ao registro de \u201ccontrato particular de recibo de sinal e princ\u00edpio de pagamento e outras aven\u00e7as\u201d, referente a um terreno remanescente de desapropria\u00e7\u00e3o, que tem origem na transcri\u00e7\u00e3o n\u00ba 16.422 do 15\u00ba Oficial de Registro de Im\u00f3veis da Capital.<\/p>\n<p>Sustentou a apelante, em resumo, que a diverg\u00eancia existente entre a descri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel no contrato particular e a descri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel na serventia judicial n\u00e3o deve ser \u00f3bice ao registro, pois, como propriet\u00e1ria, a recorrente poder\u00e1 promover a necess\u00e1ria retifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, entende que as demais exig\u00eancias n\u00e3o podem subsistir em respeito aos princ\u00edpios da efetividade, economia e celeridade. Pede, assim, a reforma da senten\u00e7a de primeiro grau (fls. 140\/143).<\/p>\n<p>A Procuradoria Geral da Justi\u00e7a opinou pelo n\u00e3o provimento do recurso (fls. 156\/159).<\/p>\n<p>\u00c9 o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>De acordo com a d\u00favida suscitada, o t\u00edtulo denominado de \u201cRecibo de Sinal e Princ\u00edpio de Pagamento e Outras Aven\u00e7as\u201d n\u00e3o comportaria registro pelos seguintes motivos: 1) a descri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel n\u00e3o confere com a planta arquivada no cart\u00f3rio, observando a desapropria\u00e7\u00e3o objeto da matr\u00edcula 66.379; 2) falta de reconhecimento da firma dos promitentes vendedores; 3) declara\u00e7\u00e3o de que a vendedora Alice de Moraes Barros Campelo n\u00e3o se encontra incursa nas restri\u00e7\u00f5es da Legisla\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria ou apresenta\u00e7\u00e3o de Certid\u00e3o Negativa de D\u00e9bitos Relativos a Tributos Federais e D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o; 4) n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o de c\u00f3pia autenticada da altera\u00e7\u00e3o contratual da compradora Legep Minera\u00e7\u00e3o Ltda.<\/p>\n<p>Tr\u00eas das exig\u00eancias do registrador devem prevalecer, mantida a impossibilidade de ingresso do t\u00edtulo no f\u00f3lio real. Por sua vez, uma das exig\u00eancias deve ser afastada.<\/p>\n<p><strong>Item 1 (Descri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel)<\/strong>: A diverg\u00eancia entre a descri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel que est\u00e1 contida no contrato e aquela que est\u00e1 contida na planta arquivada na Serventia Extrajudicial impede o ingresso do t\u00edtulo no f\u00f3lio real.<\/p>\n<p>A diverg\u00eancia verificada na identifica\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel representa viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da legalidade e da especialidade objetiva. Disp\u00f5e o art. 225, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Lei de Registros P\u00fablicos, que \u201c<em>Consideram-se irregulares, para efeito<\/em>\u00a0<em>de matr\u00edcula, os t\u00edtulos nos quais a caracteriza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel n\u00e3o coincida com a que<\/em>\u00a0<em>consta do registro anterior.\u201d<\/em><\/p>\n<p>No caso, a descri\u00e7\u00e3o que consta do t\u00edtulo n\u00e3o corresponde \u00e0 descri\u00e7\u00e3o que consta da Serventia Extrajudicial, o que \u00e9 bastante para que o Oficial desqualifique o t\u00edtulo, recusando seu ingresso no cadastro imobili\u00e1rio, em respeito ao princ\u00edpio da especialidade objetiva, que imp\u00f5e que cada im\u00f3vel tenha descri\u00e7\u00e3o precisa que viabilize sua completa identifica\u00e7\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o, distinguindo-se de todos os demais (LRP, art. 176).<\/p>\n<p><strong>Itens 2 e 4 (Reconhecimento de firma e c\u00f3pia autenticada de altera\u00e7\u00e3o contratual)<\/strong>: Nos dois itens, o registrador tem raz\u00e3o. Na forma do inciso II do artigo 221 da Lei 6.015\/73, faz-se necess\u00e1rio o reconhecimento da firma de todas as partes contratantes. Dispensa-se, contudo, o reconhecimento das firmas das testemunhas, conforme apontado pelo pr\u00f3prio Oficial, em raz\u00e3o do disposto no \u201ccaput\u201d do artigo 221 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o obstante a recorrente tenha afirmado que iria providenciar a regulariza\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia do item 4, \u00e9 certo que n\u00e3o houve a apresenta\u00e7\u00e3o de c\u00f3pia autenticada da altera\u00e7\u00e3o contratual que comprova a regularidade da representa\u00e7\u00e3o da vendedora, exig\u00eancia essa que tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada com o dispositivo da Lei de Registros que foi mencionado e com a seguran\u00e7a dos registros p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Reconhecida a pertin\u00eancia de tr\u00eas das exig\u00eancias, uma delas n\u00e3o deve subsistir.<\/p>\n<p><strong>Item 3 (Certid\u00e3o negativa de tributos federais e da d\u00edvida<\/strong>\u00a0<strong>ativa da Uni\u00e3o)<\/strong>: Essa exig\u00eancia \u00e9 a \u00fanica a ser afastada. Este Conselho Superior da Magistratura j\u00e1 se posicionou, por diversas vezes, no sentido de que s\u00e3o dispens\u00e1veis as certid\u00f5es de d\u00edvidas ativas tribut\u00e1rias e previdenci\u00e1rias federais.<\/p>\n<p>Inspirado em precedentes do Supremo Tribunal Federal que inadmitiram a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas pelos entes tribut\u00e1rios para, por vias obl\u00edquas, constranger o contribuinte a quitar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, o Conselho Superior da Magistratura reconheceu inexistir justificativa \u201cpara condicionar o registro de t\u00edtulos nas serventias prediais \u00e0 pr\u00e9via comprova\u00e7\u00e3o da quita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, contribui\u00e7\u00f5es sociais e de outras imposi\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias compuls\u00f3rias\u201d (Apela\u00e7\u00f5es C\u00edveis n 0018870-06.2011.8.26.0068, 0013479-23.2011.8.26.0019 e 9000003-22.2009.8.26.0441, todas sob a relatoria do Desembargador Jos\u00e9 Renato Nalini).<\/p>\n<p>Por essas raz\u00f5es, dispensa-se a apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es exigidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vendedora Alice de Moraes Barros Campelo.<\/p>\n<p>Em suma, reconhecida a corre\u00e7\u00e3o de tr\u00eas das exig\u00eancias, deve ser mantida a senten\u00e7a que julgou procedente a d\u00favida suscitada.<\/p>\n<p>Ante o exposto, nego provimento ao recurso.<\/p>\n<p><strong>MANOEL DE QUEIROZ PEREIRA CAL\u00c7AS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Corregedor Geral da Justi\u00e7a e Relator<\/strong><\/p>\n<p><strong>TRIBUNAL DE JUSTI\u00c7A DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conselho Superior da Magistratura<\/strong><\/p>\n<p><strong>Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 1124381-98.2016.8.26.0100 SEMA<\/strong><\/p>\n<p><strong>D\u00favida de registro<\/strong><\/p>\n<p><strong>VOTO DE CONVERG\u00caNCIA COM A CONCLUS\u00c3O (50.184)<\/strong>:<\/p>\n<p>1. Convergindo, embora, com a conclus\u00e3o do r. voto do eminente Relator, penso,\u00a0<em>da veniam<\/em>, que ao registrador imobili\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 dado conceder dispensa de observ\u00e2ncia de norma infraconstitucional mediante suposta incompatibilidade material com regra da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2. A\u00a0<strong>atividade registr\u00e1ria\u00a0<\/strong>\u00e9 composta de atos de\u00a0<strong>fun\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica\u00a0<\/strong>e atos de\u00a0<strong>fun\u00e7\u00e3o prudencial<\/strong>. Aqueles s\u00e3o os de<\/p>\n<p>(<em>i<\/em>) recep\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos,<\/p>\n<p>(<em>ii<\/em>) prenota\u00e7\u00e3o no Protocolo,<\/p>\n<p>(<em>iii<\/em>) lan\u00e7amento material da inscri\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>(<em>iv<\/em>) conserva\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos e dos livros de assentamento,<\/p>\n<p>(<em>v<\/em>) da\u00e7\u00e3o de publicidade registral e<\/p>\n<p>(vi) devolu\u00e7\u00e3o de documentos.<\/p>\n<p>Os atos da\u00a0<strong>fun\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica\u00a0<\/strong>atraem prevista eventual normativa judici\u00e1ria, nos termos do que disp\u00f5e o inciso XIV do art. 30 da Lei n. 8.935\/1994 (de 18-11), cuja incompatibilidade vertical n\u00e3o se tem de ordin\u00e1rio discutido na jurisprud\u00eancia quer doutrin\u00e1ria, quer pretoriana.<\/p>\n<p>3. Diversamente, os atos pr\u00f3prios da\u00a0<strong>fun\u00e7\u00e3o prudencial\u00a0<\/strong>do registrador (<em>cio\u00e8<\/em>, de prud\u00eancia jur\u00eddica), que s\u00e3o o de\u00a0<strong>qualifica\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong>do t\u00edtulo e o da\u00a0<strong>determina\u00e7\u00e3o do conte\u00fado inscritivo,\u00a0<\/strong>n\u00e3o comportam essa (controversa) regula\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico-judicial, sequer (e talvez\u00a0<em>a fortiori<\/em>) no plano do reconhecimento de cogit\u00e1vel inconstitucionalidade o qual reconhecimento, n\u00e3o podendo fazer-se pelo registrador, tampouco lhe pode ser imposto pela esfera judicial, quando do julgamento da d\u00favida registr\u00e1ria, que n\u00e3o \u00e9 via pr\u00f3pria para tanto.<\/p>\n<p>Este mesmo Conselho veio afirmando,\u00a0<em>fortiter in modo,\u00a0<\/em>que\u00a0<strong>em via administrativa n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito<\/strong>\u00a0<strong>reconhecer inconstitucionalidade de lei ou ato<\/strong>\u00a0<strong>normativo\u00a0<\/strong>(<em>breviter:\u00a0<\/em>Apel. C\u00edv. 0038442-73.2011.8.26.0576, j. 19.7.2012; Apel. C\u00edv. 43.694-0\/0, j. 27.3.1998; Apel. C\u00edv. 18.671-0\/8, j. 17.9.1993). E acrescente-se aqui se est\u00e1 em \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio do Tribunal, e a inconstitucionalidade s\u00f3 pode ser afirmada pelo Pleno, ou por \u00d3rg\u00e3o Especial.<\/p>\n<p>4. A despeito disso, \u00e9 certo que, em numerosas decis\u00f5es, nosso Conselho chegou a reconhecer a inconstitucionalidade da norma da\u00a0<strong>al\u00ednea\u00a0<em>b\u00a0<\/em>do inc. I do<\/strong><strong>art. 47 da Lei n. 8.212\/1991 (de 24-7):\u00a0<\/strong>mencionem-se apenas,\u00a0<em>brevitatis causa,\u00a0<\/em>a Apel. C\u00edv. 0018870-06.2011.8.26.0068, j. 13.12.2012 e a Apel. C\u00edv. 0020124-97.2012.8.26.0223, j. 7.10.2014.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 bem de ver, contudo, que esta regra est\u00e1 em vigor.<\/strong><\/p>\n<p><em>Primo,\u00a0<\/em>a inconstitucionalidade da Lei 7.711\/1988 (de 22-12), art. 1\u00ba, I, III e IV, e \u00a7\u00a7 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba, declarada pelo egr\u00e9gio Supremo Tribunal Federal nas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade ns. 173-6 e 394-1\u00a0<strong>n\u00e3o alcan\u00e7a o<\/strong>\u00a0<strong>art. 47\u00a0<\/strong>da vigente Lei de Organiza\u00e7\u00e3o da Seguridade Social: \u00e9 que os motivos determinantes das declara\u00e7\u00f5es de inconstitucionalidade isto \u00e9 doutrina corrente do Pret\u00f3rio Excelso n\u00e3o transcendem para situa\u00e7\u00f5es apenas s\u00edmiles (Rcl 7.956-AgR, j. 19.9.2013; Rcl 11.478- AgR, j. 5.6.2012).<\/p>\n<p><em>Secundo,\u00a0<\/em>o art. 1\u00ba da Lei Complementar n. 147 (de 7-8-2014), dando nova reda\u00e7\u00e3o ao art. 9\u00ba da Lei Complementar n. 123 (de 14-12-2007), de um lado, e o Decreto Federal n. 8.302 (de 4-9-2014), de outro, s\u00f3 revogaram\u00a0<em>(a)\u00a0<\/em>a al\u00ednea\u00a0<em>d\u00a0<\/em>do inc. I do dito art. 47,\u00a0<em>(b)\u00a0<\/em>o Decreto n. 6.106, de 30 de abril de 2007 (<em>in totum<\/em>), e\u00a0<em>(c)<\/em>\u00a0alguns dispositivos do Decreto n. 3.048, de 6 de maio de 1999 (em particular o art. 257, I,\u00a0<em>d<\/em>).<\/p>\n<p>Assim,\u00a0<strong>estando em vigor essa lei\u00a0<\/strong>passe o tru\u00edsmo ,\u00a0<strong>\u00e9 nenhuma<\/strong>,\u00a0<em>data venia<\/em>,\u00a0<strong>e de nenhum efeito a<\/strong>\u00a0<strong>dispensa dada pelo item 119.1\u00a0<\/strong>do cap\u00edtulo XX do tomo II das vultosas Normas de Servi\u00e7o da Corregedoria Geral da Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>5. De toda forma, subsistem, na esp\u00e9cie, os \u00f3bices concernentes \u00e0 especialidade objetiva (desconformidade entre a descri\u00e7\u00e3o posta no t\u00edtulo e aquela que consta do registro), ao reconhecimento de firma e \u00e0 prova das altera\u00e7\u00f5es contratuais. Deste modo, ainda que se afastasse (como, pela r. vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, afastada ficou) a exig\u00eancia referente \u00e0 negativa tribut\u00e1ria e fiscal, o pretendido registro\u00a0<em>stricto sensu\u00a0<\/em>n\u00e3o podia mesmo deferir-se.<\/p>\n<p><strong>TERMOS EM QUE<\/strong>,\u00a0<em>cum magna reverentia<\/em>, nego provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, para manter a r. senten\u00e7a de origem.<\/p>\n<p>\u00c9 como voto.<\/p>\n<p><strong>Des. RICARDO DIP<\/strong><\/p>\n<p><strong>Presidente da Se\u00e7\u00e3o de Direito P\u00fablico\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>(DJe de 23.01.2018 &#8211; SP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AC\u00d3RD\u00c3O Vistos, relatados e discutidos estes autos do(a)\u00a0Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1124381-98.2016.8.26.0100, da Comarca de\u00a0S\u00e3o Paulo, em que s\u00e3o partes \u00e9 apelante\u00a0LEGEP MINERA\u00c7\u00c3O LTDA, \u00e9 apelado\u00a015\u00ba OFICIAL DE REGISTRO DE IM\u00d3VEIS DA COMARCA DA CAPITAL. ACORDAM,\u00a0em Conselho Superior de Magistratura do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, proferir a seguinte decis\u00e3o:\u00a0&#8220;Negaram provimento ao recurso, v.u. 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