{"id":1383,"date":"2010-05-26T15:38:49","date_gmt":"2010-05-26T17:38:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/\/?p=1383"},"modified":"2010-05-26T15:38:49","modified_gmt":"2010-05-26T17:38:49","slug":"stj-construtora-nao-pode-alegar-necessidade-de-notificacao-previa-por-nao-conceder-escritura-de-imovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=1383","title":{"rendered":"STJ: Construtora n\u00e3o pode alegar necessidade de notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via por n\u00e3o conceder escritura de im\u00f3vel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve decis\u00e3o da justi\u00e7a ga\u00facha que negou o pedido da Construtora Zanin Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Ltda., de Pelotas (RS). A incorporadora sustentava que a a\u00e7\u00e3o judicial movida contra ela n\u00e3o se justificava e, por isso, deveria ser extinta, uma vez que a empresa deveria ter sido previamente notificada para que se configurasse o atraso na outorga da escritura de im\u00f3vel de contrato de compra e venda celebrado com uma consumidora, sem prazo determinado para conceder a escritura. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A compradora havia movido uma a\u00e7\u00e3o para que a escritura do im\u00f3vel fosse outorgada. O recurso da consumidora tamb\u00e9m trazia um pedido alternativo de rescis\u00e3o de promessa de compra e venda do bem, pelo fato de a construtora descumprir o contrato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto o ju\u00edzo de primeiro grau quanto o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJRS) negaram o pedido da construtora. A empresa argumentou que, no contrato de compra e venda, sem prazo determinado para outorga da escritura, seria necess\u00e1ria uma notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para que a incorporadora cumprisse seu compromisso. Para o TJRS, no entanto, como ficou comprovado que a compradora quitou integralmente o im\u00f3vel, a construtora teria a obriga\u00e7\u00e3o de fazer a outorga da escritura. Os desembargadores entenderam que, se isso n\u00e3o fosse poss\u00edvel, em raz\u00e3o de irregularidades no registro da empresa, a construtora deveria restituir o que foi pago com a devida atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No STJ, a construtora esclareceu que o contrato n\u00e3o previa data para a realiza\u00e7\u00e3o da escritura de transmiss\u00e3o de dom\u00ednio. J\u00e1 a compradora alegou que o acordo tamb\u00e9m \u00e9 regido pelo C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, conforme reconhecido pelo TJRS, e que a empresa n\u00e3o deveria usar de m\u00e1-f\u00e9 para livrar-se de obriga\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o relator, ministro Aldir Passarinho Junior, a decis\u00e3o do tribunal ga\u00facho tamb\u00e9m foi baseada no fato de que o pagamento fora realizado mais de quatro anos antes da cita\u00e7\u00e3o e que o descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, por parte da construtora, durou ao menos at\u00e9 a decis\u00e3o de primeiro grau. \u201c\u00c9 inteiramente desarrazoado imaginar-se que, em se tratando de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, possa o alienante, confortavelmente, considerar-se dispensado de outorgar escritura ap\u00f3s certo espa\u00e7o de tempo, sob alega\u00e7\u00e3o de que o contrato n\u00e3o fixou prazo certo para tanto\u201d, concluiu o relator, ao manter a decis\u00e3o da justi\u00e7a ga\u00facha. Os outros ministros da Quarta Turma acompanharam esse entendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: <a title=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/\" href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.stj.jus.br<\/a>. Data de publica\u00e7\u00e3o: 25\/05\/2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve decis\u00e3o da justi\u00e7a ga\u00facha que negou o pedido da Construtora Zanin Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Ltda., de Pelotas (RS). 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