{"id":12777,"date":"2016-10-31T19:47:59","date_gmt":"2016-10-31T21:47:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=12777"},"modified":"2016-10-31T19:47:59","modified_gmt":"2016-10-31T21:47:59","slug":"stj-administrativo-processual-civil-imovel-propriedade-da-uniao-transferencia-entre-particulares-obrigatoriedade-do-pagamento-do-laudemio-e-obtencao-de-certidao-da-secretaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/?p=12777","title":{"rendered":"STJ: Administrativo &#8211; Processual civil &#8211; Im\u00f3vel &#8211; Propriedade\u00a0da uni\u00e3o &#8211; Transfer\u00eancia entre particulares &#8211;\u00a0Obrigatoriedade do pagamento do laud\u00eamio e obten\u00e7\u00e3o\u00a0de certid\u00e3o da secretaria do patrim\u00f4nio da uni\u00e3o &#8211; SPU &#8211; Ess\u00eancia do ato &#8211; Natureza de direito p\u00fablico e privado &#8211;\u00a0Interesse p\u00fablico &#8211; Aus\u00eancia de omiss\u00e3o &#8211; Art.\u00a0535,\u00a0II, do\u00a0CPC.\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>RECURSO ESPECIAL N\u00ba 1.590.022 &#8211; MA (2016\u20440066470-8)<\/strong><\/p>\n<p><strong>RELATOR: MINISTRO HERMAN BENJAMIN<\/strong><\/p>\n<p>RECORRENTE: UNI\u00c3O<\/p>\n<p>RECORRIDO: EMPRESA MARANHENSE DE ADMINISTRA\u00c7\u00c3O DERECURSOS HUMANOS E NEG\u00d3CIOS P\u00daBLICOS S\u2044A -EMARHP<\/p>\n<p>ADVOGADOS: JOS\u00c9 CARLOS ROLIM, FERNANDO DA ROCHA SANTOS RAMOS E OUTRO (S)<\/p>\n<p>RECORRIDO: CART\u00d3RIO DE REGISTRO GERAL DE IM\u00d3VEIS 1ACIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O DE S\u00c3O LUIS &#8211; MA<\/p>\n<p>RECORRIDO: JOAO DAMASCENO CUTRIM COSTA<\/p>\n<p>RECORRIDO: DEUSAMAR FERREIRA COSTA<\/p>\n<p>ADVOGADO: SEM REPRESENTA\u00c7\u00c3O NOS AUTOS<\/p>\n<p><strong>EMENTA<\/strong><\/p>\n<p>ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. IM\u00d3VEL. PROPRIEDADE\u00a0DA UNI\u00c3O. TRANSFER\u00caNCIA ENTRE PARTICULARES.\u00a0OBRIGATORIEDADE DO PAGAMENTO DO LAUD\u00caMIO E OBTEN\u00c7\u00c3O\u00a0DE CERTID\u00c3O DA SECRETARIA DO PATRIM\u00d4NIO DA UNI\u00c3O &#8211; SPU.\u00a0ESS\u00caNCIA DO ATO. NATUREZA DE DIREITO P\u00daBLICO E PRIVADO.\u00a0INTERESSE P\u00daBLICO. AUS\u00caNCIA DE OMISS\u00c3O. ART.\u00a0535,\u00a0II, DO\u00a0CPC.<\/p>\n<p>1. O recorrente sustenta que o art.\u00a0535,\u00a0II, do\u00a0CPC foi violado, mas deixa de\u00a0apontar, de forma clara, o v\u00edcio em que teria incorrido o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado.\u00a0Assim, \u00e9 invi\u00e1vel o conhecimento do Recurso Especial nesse ponto, ante o\u00a0\u00f3bice da S\u00famula 284\u2044STF.<\/p>\n<p>2. Trata a presente demanda de pedido de anula\u00e7\u00e3o de contrato de compra e\u00a0venda de im\u00f3vel entabulado e registrado pelos requeridos no Cart\u00f3rio do\u00a0Registro Geral de Im\u00f3veis da 1\u00aa Circunscri\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Luis\u2044MA sem o pr\u00e9vio\u00a0recolhimento do laud\u00eamio, em quantia correspondente a 5% do valor\u00a0atualizado do dom\u00ednio pleno e das benfeitorias.<\/p>\n<p>3. O ac\u00f3rd\u00e3o recorrido n\u00e3o vislumbrou preju\u00edzo ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, porque\u00a0a irregularidade formal do contrato n\u00e3o atingiria a essencialidade do ato de\u00a0compra e venda. Ademais, o valor devido do laud\u00eamio poderia ser cobrado\u00a0posteriormente atrav\u00e9s de A\u00e7\u00e3o de Execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4. Os bens p\u00fablicos podem ser classificados como bens de uso comum do\u00a0povo, bens de uso especial e bens dominicais. A diferen\u00e7a principal entre eles\u00a0reside no fato de que as duas primeiras esp\u00e9cies possuem destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica,\u00a0enquanto a terceira n\u00e3o a possui.<\/p>\n<p>5. Os terrenos pertencentes \u00e0 Uni\u00e3o s\u00e3o bens p\u00fablicos, apesar de os bens\u00a0dominicais terem destina\u00e7\u00e3o precipuamente particular. Seguindo o esc\u00f3lio da\u00a0ilustre professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, que alerta, em sua obra\u00a0Direito Administrativo, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o, ed. Atlas, pg. 425, que &#8220;o regime dos bens\u00a0dominicais \u00e9 parcialmente p\u00fablico e parcialmente privado&#8221;. Por isso, devemos\u00a0ter consci\u00eancia de que a sua natureza n\u00e3o \u00e9 exclusivamente patrimonial, pois a\u00a0Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica n\u00e3o deseja apenas auferir renda, mas, tamb\u00e9m observar\u00a0o interesse coletivo representado pelo dom\u00ednio direto do im\u00f3vel.<\/p>\n<p>6. Conforme explicitado os bens dominicais possuem especificidades com\u00a0rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade privada, que \u00e9 regulada exclusivamente pelo\u00a0C\u00f3digo Civil. Dentre elas, existe o direito de transferir onerosamente o dom\u00ednio \u00fatil do\u00a0im\u00f3vel mediante o pagamento de laud\u00eamio, pois se trata, como dito alhures,\u00a0de uma rela\u00e7\u00e3o de natureza h\u00edbrida. Portanto, o contrato de compra e venda\u00a0desses im\u00f3veis devem revestir formalidades sem as quais desnaturam a sua\u00a0natureza jur\u00eddica.<\/p>\n<p>7. N\u00e3o \u00e9 somente o pagamento do laud\u00eamio que diferencia essa esp\u00e9cie de transfer\u00eancia onerosa entre vivos, mas, e, principalmente, a autoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0uni\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico. Como se trata de bem p\u00fablico de\u00a0interesse da Uni\u00e3o, ela deve acompanhar de perto, atrav\u00e9s da Secretaria de\u00a0Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o, a realiza\u00e7\u00e3o de sua transfer\u00eancia, pois, como disp\u00f5e a\u00a0lei, pode ocorrer a vincula\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel ao servi\u00e7o p\u00fablico.\u00a0Precedente: REsp\u00a01.201.256\u2044RJ, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, DJe\u00a022\u20442\u20442011.<\/p>\n<p>8. Os Cart\u00f3rios de Registro de Im\u00f3veis t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o lavrar nem\u00a0registrar escrituras relativas a bens im\u00f3veis de propriedade da Uni\u00e3o sem a\u00a0certid\u00e3o da Secretaria do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o &#8211; SPU, sob pena de\u00a0responsabilidade dos seus titulares.<\/p>\n<p>9. Recurso Especial parcialmente conhecido e, nessa parte, provido.<\/p>\n<p><strong>AC\u00d3RD\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Vistos, relatados e discutidos os autos em que s\u00e3o partes as acima\u00a0indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a:\u00a0&#8220;A Turma, por unanimidade, conheceu em parte do recurso e, nessa parte, deu-lhe\u00a0provimento, nos termos do voto do (a) Sr (a). Ministro (a)-Relator (a).&#8221;Os Srs. Ministros\u00a0Mauro Campbell Marques, Assusete Magalh\u00e3es (Presidente), Diva Malerbi\u00a0(Desembargadora convocada do TRF da 3a. Regi\u00e3o) e Humberto Martins votaram com\u00a0o Sr. Ministro Relator.&#8221;<\/p>\n<p>Bras\u00edlia, 09 de agosto de 2016 (data do julgamento).<\/p>\n<p>MINISTRO HERMAN BENJAMIN<\/p>\n<p>Relator<\/p>\n<p><strong>RELATOR: MINISTRO HERMAN BENJAMIN<\/strong><\/p>\n<p>RECORRENTE: UNI\u00c3O<\/p>\n<p>RECORRIDO: EMPRESA MARANHENSE DE ADMINISTRA\u00c7\u00c3O DERECURSOS HUMANOS E NEG\u00d3CIOS P\u00daBLICOS S\u2044A -EMARHP<\/p>\n<p>ADVOGADOS: JOS\u00c9 CARLOS ROLIM, FERNANDO DA ROCHA SANTOS RAMOS E OUTRO (S)<\/p>\n<p>RECORRIDO: CART\u00d3RIO DE REGISTRO GERAL DE IM\u00d3VEIS 1ACIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O DE S\u00c3O LUIS &#8211; MA<\/p>\n<p>RECORRIDO: JOAO DAMASCENO CUTRIM COSTA<\/p>\n<p>RECORRIDO: DEUSAMAR FERREIRA COSTA<\/p>\n<p>ADVOGADO: SEM REPRESENTA\u00c7\u00c3O NOS AUTOS<\/p>\n<p><strong>RELAT\u00d3RIO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator):<\/strong>\u00a0Cuida-se de Recurso Especial interposto, com fundamento no art.\u00a0105,\u00a0III,\u00a0a, da\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0da Rep\u00fablica, contra ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o\u00a0assim ementado (fl. 206, e-STJ):<\/p>\n<p>CIVIL. IM\u00d3VEL RESIDENCIAL DE PROPRIEDADE DA\u00a0UNI\u00c3O. TRANSFER\u00caNCIA DO DOM\u00cdNIO \u00daTIL A PARTICULARES.\u00a0AUS\u00caNCIA DE PAGAMENTO DE LAUD\u00caMIO. LEI\u00a09.636\u204498.\u00a0IRREGULARIDADE FORMAL QUE N\u00c3O ATINGE A ESS\u00caNCIA DO\u00a0ATO. APELA\u00c7\u00c3O E REMESSA NECESS\u00c1RIA N\u00c3O PROVIDAS.<\/p>\n<p>1 &#8211; Al\u00e9m de n\u00e3o comprovado o alegado preju\u00edzo ao patrim\u00f4nio\u00a0p\u00fablico, a falta de pagamento do laud\u00eamio previsto pela Lei n\u00ba\u00a09.336\u204498 para\u00a0transfer\u00eancia do dom\u00ednio \u00fatil de im\u00f3vel residencial de propriedade da Uni\u00e3o,\u00a0caracteriza mera irregularidade formal, n\u00e3o atingindo a essencialidade do ser\u00a0convalidado com o saneamento posterior do v\u00edcio.<\/p>\n<p>2 &#8211; Portanto, este n\u00e3o e o caso de decreta\u00e7\u00e3o de nulidade do\u00a0registro imobili\u00e1rio, sen\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o posterior do laud\u00eamio exigido em lei,\u00a0com a conseq\u00fcente responsabiliza\u00e7\u00e3o dos titulares dos cart\u00f3rios pelos\u00a0eventuais preju\u00edzos suportados pela recorrente.<\/p>\n<p>3 &#8211; Apela\u00e7\u00e3o e remessa oficial que se negam provimento.<\/p>\n<p>Os Embargos de Declara\u00e7\u00e3o foram rejeitados (fls. 211-214, e-STJ).<\/p>\n<p>A parte recorrente alega viola\u00e7\u00e3o do art.\u00a0535,\u00a0II, do\u00a0CPC\u00a0e do art.\u00a0166,\u00a0IV, do\u00a0CC. Afirma que o ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 omisso, porquanto deixou de apreciar diversas\u00a0quest\u00f5es de direito (fl. 226, e-STJ).<\/p>\n<p>Aduz que a EC\u00a046\u20442005 n\u00e3o poderia atingir os direitos adquiridos da\u00a0Uni\u00e3o sobre os im\u00f3veis registrados no cart\u00f3rio em seu nome (fl. 232, e-STJ).<\/p>\n<p>Sem contrarraz\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 o\u00a0relat\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL N\u00ba 1.590.022 &#8211; MA (2016\u20440066470-8)<\/strong><\/p>\n<p><strong>VOTO<\/strong><\/p>\n<p><strong>O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator):<\/strong>\u00a0Os\u00a0autos foram recebidos neste Gabinete em 16.5.2016.<\/p>\n<p>A irresigna\u00e7\u00e3o merece parcial acolhimento.<\/p>\n<p>A parte recorrente sustenta que o art.\u00a0535,\u00a0II, do\u00a0CPC\u00a0foi violado, mas\u00a0deixa de apontar, de forma clara, o v\u00edcio em que teria incorrido o ac\u00f3rd\u00e3o impugnado.\u00a0Assim, \u00e9 invi\u00e1vel o conhecimento do Recurso Especial nesse ponto, ante o \u00f3bice da\u00a0S\u00famula 284\u2044STF. Cito precedentes:<\/p>\n<blockquote><p>PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO\u00a0REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.\u00a0DESAPROPRIA\u00c7\u00c3O. VIOLA\u00c7\u00c3O AO ARTIGO\u00a0535\u00a0DO\u00a0CPC.\u00a0ALEGA\u00c7\u00d5ES GEN\u00c9RICAS. S\u00daMULA 284\u2044STF. ARTIGOSINFRACONSTITUCIONAIS APONTADOS COMO VIOLADOS N\u00c3OPREQUESTIONADOS. S\u00daMULA 211\u2044STJ. LAUDOS T\u00c9CNICOS\u00a0DIVERGENTES. VALORES EM DESCOMPASSO. REVIS\u00c3O DO\u00a0JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. REEXAME DE MAT\u00c9RIA\u00a0F\u00c1TICO-PROBAT\u00d3RIA. S\u00daMULA 7\u2044STJ.<\/p>\n<p>1. N\u00e3o se conhece da alegada viola\u00e7\u00e3o do art.\u00a0535,\u00a0II, do\u00a0C\u00f3digo de Processo Civil &#8211;\u00a0CPC quando s\u00e3o apresentadas alega\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas sobre as\u00a0suas negativas de vig\u00eancia. \u00d3bice da S\u00famula 284 do STF.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>3. Agravo regimental n\u00e3o provido.<\/p>\n<p>(AgRg no AREsp 44.316\u2044SE, Rel. Ministro BENEDITO\u00a0GON\u00c7ALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe 18\u204402\u20442014).<\/p>\n<p>ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO\u00a0RECURSO ESPECIAL. MILITAR. LICENCIAMENTO. OMISS\u00c3O DO\u00a0JULGADO REGIONAL. OFENSA AO ART.\u00a0535 DO\u00a0CPC.\u00a0FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O DEFICIENTE. S\u00daMULA 284\u2044STF. PRECEDENTES.INEXIST\u00caNCIA DE INVALIDEZ TOTAL E DEFINITIVA PARA O\u00a0TRABALHO CASTRENSE. REFORMA INCAB\u00cdVEL. S\u00daMULA 7\u2044STJ.<\/p>\n<p>1. \u00c9 deficiente a fundamenta\u00e7\u00e3o do recurso especial em que a\u00a0alega\u00e7\u00e3o de ofensa ao art.\u00a0535 do\u00a0CPC se faz de forma gen\u00e9rica. Aplica-se,\u00a0assim, o \u00f3bice da S\u00famula 284 do STF. Precedentes do STJ.<\/p>\n<p>2. A altera\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es adotadas pela inst\u00e2ncia ordin\u00e1ria\u00a0quanto \u00e0 inexist\u00eancia de invalidez total e definitiva para o trabalho castrense,\u00a0tal como colocada a quest\u00e3o nas raz\u00f5es recursais, exigiria, necessariamente,\u00a0novo exame do acervo f\u00e1tico-probat\u00f3rio constante dos autos, provid\u00eancia\u00a0vedada em recurso especial, conforme o \u00f3bice previsto na S\u00famula 7\u2044STJ.<\/p>\n<p>3. Agravo regimental a que se nega provimento.<\/p>\n<p>(AgRg no REsp 1.341.229\u2044RJ, Rel. Ministro S\u00c9RGIO\u00a0KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe 17\u20442\u20442014).<\/p><\/blockquote>\n<p>Trata a presente demanda de pedido de anula\u00e7\u00e3o de contrato de compra e\u00a0venda de im\u00f3vel entabulado e registrado pelos requeridos no Cart\u00f3rio do Registro\u00a0Geral de Im\u00f3veis da 1\u00aa Circunscri\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Luis\u2044MA sem o pr\u00e9vio recolhimento do\u00a0laud\u00eamio, em quantia correspondente a 5% do valor atualizado do dom\u00ednio pleno e das benfeitorias.<\/p>\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o recorrido n\u00e3o vislumbrou preju\u00edzo ao patrim\u00f4nio p\u00fablico,\u00a0porque a irregularidade formal do contrato n\u00e3o atingiria a essencialidade do ato de\u00a0compra e venda. Ademais, o valor devido do laud\u00eamio poderia ser cobrado\u00a0posteriormente atrav\u00e9s de A\u00e7\u00e3o de Execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para melhor compreens\u00e3o da controv\u00e9rsia, transcrevo o art.\u00a03\u00ba\u00a0do\u00a0Decreto-Lei\u00a02.398\u20441987, que disp\u00f5e sobre foros, laud\u00eamios e taxas de ocupa\u00e7\u00e3o\u00a0relativas a im\u00f3veis de propriedade da Uni\u00e3o, e d\u00e1 outras provid\u00eancias,\u00a0prequestionado implicitamente no ac\u00f3rd\u00e3o vergastado.<\/p>\n<p>Art.\u00a03o\u00a0A transfer\u00eancia onerosa, entre vivos, do dom\u00ednio \u00fatil e da\u00a0inscri\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o de terreno da Uni\u00e3o ou cess\u00e3o de direito a eles relativos\u00a0depender\u00e1 do pr\u00e9vio recolhimento do laud\u00eamio, em quantia correspondente a\u00a05% (cinco por cento) do valor atualizado do dom\u00ednio pleno do terreno,\u00a0exclu\u00eddas as benfeitorias.<\/p>\n<p>\u00a7 1\u00ba As transfer\u00eancias parciais de aforamento ficar\u00e3o sujeitas a\u00a0novo foro para a parte desmembrada. \u00a7 2o\u00a0Os Cart\u00f3rios de Notas e Registro de Im\u00f3veis, sob pena de responsabilidade dos seus respectivos titulares, n\u00e3o lavrar\u00e3o nem registrar\u00e3o escrituras relativas a bens im\u00f3veis de propriedade da Uni\u00e3o, ou que\u00a0contenham, ainda que parcialmente, \u00e1rea de seu dom\u00ednio:<\/p>\n<p>I &#8211; sem certid\u00e3o da Secretaria do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o &#8211; SPU\u00a0que declare:<\/p>\n<p>a)\u00a0ter o interessado recolhido o laud\u00eamio devido, nas\u00a0transfer\u00eancias onerosas entre vivos;<\/p>\n<p>b) estar o transmitente em dia, perante o Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o,\u00a0com as obriga\u00e7\u00f5es relativas ao im\u00f3vel objeto da transfer\u00eancia; e<\/p>\n<p>c)\u00a0estar autorizada a transfer\u00eancia do im\u00f3vel, em virtude de n\u00e3o\u00a0se encontrar em \u00e1rea de interesse do servi\u00e7o p\u00fablico;<\/p>\n<p>II &#8211; sem a observ\u00e2ncia das normas estabelecidas em\u00a0regulamento.<\/p>\n<p>Os bens p\u00fablicos podem ser classificados como bens de uso comum do\u00a0povo, bens de uso especial e bens dominicais. A diferen\u00e7a principal entre eles reside\u00a0no fato de que as duas primeiras esp\u00e9cies possuem destina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, enquanto a\u00a0terceira n\u00e3o a possui.<\/p>\n<p>Os terrenos pertencentes \u00e0 Uni\u00e3o s\u00e3o bens p\u00fablicos, apesar de os bens\u00a0dominicais terem destina\u00e7\u00e3o precipuamente particular. Seguindo o esc\u00f3lio da ilustre\u00a0professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, que alerta em sua obra Direito\u00a0Administrativo, 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o, ed. Atlas, pg. 425, de que &#8220;o regime dos bens dominicais \u00e9\u00a0parcialmente p\u00fablico e parcialmente privado&#8221;. Por isso, devemos ter consci\u00eancia de\u00a0que a sua natureza n\u00e3o \u00e9 exclusivamente patrimonial, pois a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica\u00a0n\u00e3o deseja apenas auferir renda, mas, tamb\u00e9m observar o interesse coletivo\u00a0representado pelo dom\u00ednio direto do im\u00f3vel.<\/p>\n<p>Conforme explicitado os bens dominicais possuem especificidades com\u00a0rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propriedade privada, que \u00e9 regulada exclusivamente pelo\u00a0C\u00f3digo Civil.\u00a0Dentre elas, existe o direito de transferir onerosamente o dom\u00ednio \u00fatil do im\u00f3vel\u00a0mediante o pagamento de laud\u00eamio, pois se trata, como dito alhures, de rela\u00e7\u00e3o de\u00a0natureza h\u00edbrida. Portanto, o contrato de compra e venda desses im\u00f3veis devem\u00a0revestir formalidades sem as quais desnaturam a sua natureza jur\u00eddica.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 somente o pagamento do laud\u00eamio que diferencia essa esp\u00e9cie de\u00a0transfer\u00eancia onerosa entre vivos, mas, e, principalmente, a autoriza\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o para\u00a0a realiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico. Como se trata de bem p\u00fablico de interesse da Uni\u00e3o,\u00a0ela deve acompanhar de perto, atrav\u00e9s da Secretaria de Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o, a\u00a0realiza\u00e7\u00e3o de sua transfer\u00eancia, pois, como disp\u00f5e a lei, pode ocorrer a vincula\u00e7\u00e3o do\u00a0im\u00f3vel ao servi\u00e7o p\u00fablico. A prop\u00f3sito:<\/p>\n<blockquote><p>ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO\u00a0ESPECIAL. EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL. IM\u00d3VEIS DA UNI\u00c3O. TERRENO DE\u00a0MARINHA. TAXA ANUAL DE OCUPA\u00c7\u00c3O. EXCE\u00c7\u00c3O DE\u00a0PR\u00c9-EXECUTIVIDADE. TRANSFER\u00caNCIA DA OCUPA\u00c7\u00c3O DO\u00a0IM\u00d3VEL A TERCEIRO. CESS\u00c3O DE POSSE. N\u00c3O OPON\u00cdVEL EM FACE\u00a0DA UNI\u00c3O. AUS\u00caNCIA DE COMUNICA\u00c7\u00c3O. PAGAMENTO.RESPONSABILIDADE DE QUEM FIGURA COMO OCUPANTE NO\u00a0CADASTRO DA SECRETARIA DE PATRIM\u00d4NIO DA UNI\u00c3O &#8211; SPU.<\/p>\n<p>1. A controv\u00e9rsia posta no recurso especial decorre da cobran\u00e7a\u00a0de cr\u00e9dito pelo n\u00e3o recolhimento da Taxa de Ocupa\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios 1999,\u00a02000 e 2001, referentes \u00e0 im\u00f3vel da Uni\u00e3o (terrenos de marinha), efetuada\u00a0originariamente pela Fazenda Nacional por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal. O\u00a0recorrente al\u00e9m de apontar diverg\u00eancia jurisprudencial acerca da interpreta\u00e7\u00e3o\u00a0dada pelo ac\u00f3rd\u00e3o recorrido ao artigo\u00a07\u00ba da Lei n.\u00a09.636\u204498, a qual difere do\u00a0entendimento esposado pela Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o, alega\u00a0viola\u00e7\u00e3o do artigo\u00a0535 do\u00a0CPC, ao argumento de que o Tribunal de origem\u00a0incorreu em omiss\u00e3o quanto ao exame do artigo\u00a07\u00ba\u00a0da Lei n.\u00a09.636\u204498, que\u00a0eximiria o recorrente de responsabilidade pelo pagamento da d\u00edvida referente \u00e0\u00a0taxa de ocupa\u00e7\u00e3o. Para tanto aduz o seguinte: a) que n\u00e3o \u00e9 propriet\u00e1rio da \u00e1rea\u00a0da qual \u00e9 cobrada a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o, mas sim a Uni\u00e3o, ocupando o referido im\u00f3vel at\u00e9 1997, e que o atual ocupante \u00e9 quem deveria arcar com o d\u00e9bito, em\u00a0face da aliena\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel; b) a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o cobrada n\u00e3o \u00e9 esp\u00e9cie\u00a0tribut\u00e1ria, tendo natureza jur\u00eddica de pre\u00e7o p\u00fablico; c) que n\u00e3o h\u00e1 como\u00a0transcrever o t\u00edtulo de aliena\u00e7\u00e3o junto ao Registro Geral de Im\u00f3veis uma vez\u00a0que se trata de cess\u00e3o de posse e n\u00e3o de dom\u00ednio; e d) a transfer\u00eancia de\u00a0responsabilidade pelo recolhimento da taxa de ocupa\u00e7\u00e3o, independe de\u00a0pagamento de laud\u00eamio.<\/p>\n<p>2. O Tribunal de origem sobre o tema em discuss\u00e3o assim se\u00a0pronunciou: a) a Taxa de Ocupa\u00e7\u00e3o tem como fato gerador o dom\u00ednio \u00fatil dos\u00a0terrenos de marinha e \u00e9 exigida de quem det\u00e9m os poderes inerentes \u00e0\u00a0propriedade, sendo certo que a promessa de compra e venda n\u00e3o tem o cond\u00e3o\u00a0de transferir a propriedade, o que, segundo disciplinam o art.\u00a01.245\u00a0e seus\u00a0par\u00e1grafos\u00a0do\u00a0C\u00f3digo Civil, se d\u00e1 mediante o registro do t\u00edtulo translativo\u00a0perante o Registro de im\u00f3veis; b) o objeto do contrato de promessa de compra\u00a0e venda \u00e9 o im\u00f3vel sobre o qual incide a taxa exigida nos autos, n\u00e3o havendo\u00a0not\u00edcia da transcri\u00e7\u00e3o no Registro de Im\u00f3veis do t\u00edtulo translativo da propriedade, n\u00e3o h\u00e1 como deixar de reconhecer a responsabilidade do devedor,\u00a0que a toda evid\u00eancia, figura como real propriet\u00e1rio do im\u00f3vel; e c) a cl\u00e1usula\u00a0de transfer\u00eancia de responsabilidade dos cr\u00e9ditos exeq\u00fcendos \u00e9 inopon\u00edvel em\u00a0face da Fazenda P\u00fablica, porquanto as normas reguladoras da responsabilidade\u00a0tribut\u00e1ria s\u00e3o de ordem p\u00fablica, portanto insuscet\u00edveis de modifica\u00e7\u00e3o pelas\u00a0partes (art.\u00a0123, do\u00a0CTN).<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>3. Os terrenos de marinha s\u00e3o bens p\u00fablicos que se destinam\u00a0historicamente \u00e0 defesa territorial e atualmente \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u00a0costeiro, permitindo-se a ocupa\u00e7\u00e3o por particulares, mediante o pagamento de\u00a0taxa de ocupa\u00e7\u00e3o e de laud\u00eamio quando da transfer\u00eancia, em rela\u00e7\u00e3o\u00a0eminentemente p\u00fablica, regida pelas regras do direito administrativo.<\/p>\n<p>4. A responsabilidade de pagamento da referida a taxa nasce\u00a0com a inscri\u00e7\u00e3o do terreno de marinha na Secretaria do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o\u00a0(SPU), do Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o, respons\u00e1vel por\u00a0seu registro, consoante preconiza o artigo\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/11329811\/artigo-7-da-lei-n-9636-de-15-de-maio-de-1998\">7\u00ba<\/a>da Lei n.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jusbrasil.com.br\/legislacao\/104152\/lei-9636-98\">9.636<\/a>\u204498. A inscri\u00e7\u00e3o do\u00a0terreno pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 o ato em que se define quem\u00a0efetivamente aproveita o im\u00f3vel, e que se tornar\u00e1 obrigado ao pagamento da\u00a0taxa de ocupa\u00e7\u00e3o. A partir desse momento, n\u00e3o s\u00e3o opon\u00edveis contra a\u00a0Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica o n\u00e3o aproveitamento do im\u00f3vel, neg\u00f3cios jur\u00eddicos,\u00a0desocupa\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o pelo estreito caminho que leva \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o a ci\u00eancia\u00a0da situa\u00e7\u00e3o real do bem cujo poder-dever de administrar lhe compete.<\/p>\n<p>5. O processo de inscri\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel junto \u00e0 SPU\u00a0guarda semelhan\u00e7a como o pr\u00f3prio registro de im\u00f3veis. Isso porque a Lei exige\u00a0que antes de levada a transfer\u00eancia a registro, \u00e9 imprescind\u00edvel, al\u00e9m do\u00a0pagamento do laud\u00eamio, a ci\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o para que ela autorize a\u00a0transfer\u00eancia. Feitas essas dilig\u00eancias, poder\u00e1 o Cart\u00f3rio averbar a\u00a0transfer\u00eancia e permitir que o adquirente altere a inscri\u00e7\u00e3o do registro na SPU.\u00a0S\u00f3 a partir da\u00ed o adquirente ter\u00e1 justo t\u00edtulo para ostentar a situa\u00e7\u00e3o de\u00a0&#8220;ocupante de direito&#8221; do im\u00f3vel pertencente \u00e0 Uni\u00e3o. Enquanto isso n\u00e3oocorrer, permanecer\u00e1 na inscri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel o antigo ocupante, podendo\u00a0responder pelo adimplemento da taxa, caso dos autos.<\/p>\n<p>6. A comunica\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico formalizado entre o\u00a0ocupante e terceiro \u00e0 SPU n\u00e3o se reveste de ato de mera formalidade, mas se\u00a0constitui em medida de essencial import\u00e2ncia e que produz efeitos jur\u00eddicos\u00a0relevantes, uma vez que a Uni\u00e3o \u00e9 a propriet\u00e1ria do terreno de marinha (artigo\u00a01\u00ba, a, do Decreto-lei n. 9.760\u204446) e, nessa qualidade, dever\u00e1 estar sempre a\u00a0par e consentir com a utiliza\u00e7\u00e3o de bem que lhe pertence.<\/p>\n<p>7. \u00c9 pac\u00edfico o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no\u00a0sentido de que o t\u00edtulo de propriedade do particular n\u00e3o \u00e9 opon\u00edvel \u00e0 Uni\u00e3o\u00a0nesses casos, pois os terrenos de marinha s\u00e3o da titularidade origin\u00e1ria deste\u00a0ente federado, na esteira do que disp\u00f5em a\u00a0Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0da Rep\u00fablica e o\u00a0Decreto-lei n.\u00a09.760\u204446.<\/p>\n<p>8. Recurso especial n\u00e3o provido.<\/p>\n<p>(REsp 1.201.256\u2044RJ, Rel. Ministro BENEDITO GON\u00c7ALVES,\u00a0PRIMEIRA TURMA, DJe 22\u20442\u20442011).<\/p><\/blockquote>\n<p>Ademais, os Cart\u00f3rios de Registro de Im\u00f3veis t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o\u00a0lavrar nem registrar escrituras relativas a bens im\u00f3veis de propriedade da Uni\u00e3o sem a\u00a0certid\u00e3o da Secretaria do Patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o &#8211; SPU, sob pena de responsabilidade\u00a0dos seus titulares.<\/p>\n<p><strong>Por tudo isso,\u00a0conhe\u00e7o parcialmente do recurso e, nessa parte,\u00a0dou-lhe provimento para declarar a nulidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico de compra evenda do im\u00f3vel; consequentemente, condeno os recorridos ao pagamento das\u00a0custas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios que fixo em R$ 5.000,00, em conformidade com o\u00a0art.\u00a020,\u00a0\u00a7\u00a7 3\u00ba\u00a0e\u00a04\u00ba, do\u00a0CPC\u00a0de 1973\u00a0.\u00a0E, por fim\u00a0,determino que se oficie a\u00a0corregedoria do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Maranh\u00e3o para que averigue a\u00a0responsabilidade do titular do Cart\u00f3rio do Registro Geral de Im\u00f3veis da 1\u00aa\u00a0Circunscri\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Luis\u2044MA.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 como\u00a0<strong>voto<\/strong>\u00a0.<\/p>\n<p><strong>CERTID\u00c3O DE JULGAMENTO<\/strong><\/p>\n<p><strong>SEGUNDA TURMA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00famero Registro: 2016\u20440066470-8<\/p>\n<p><strong>PROCESSO ELETR\u00d4NICO<\/strong><\/p>\n<p><strong>REsp 1.590.022 \u2044 MA<\/strong><\/p>\n<p>N\u00fameros Origem: 00006007720014013700 200137000006057<\/p>\n<p>PAUTA: 09\u204408\u20442016<\/p>\n<p>JULGADO: 09\u204408\u20442016<\/p>\n<p><strong>Relator<\/strong><\/p>\n<p>Exmo. Sr. Ministro\u00a0<strong>HERMAN BENJAMIN<\/strong><\/p>\n<p>Presidente da Sess\u00e3o<\/p>\n<p>Exma. Sra. Ministra ASSUSETE MAGALH\u00c3ES<\/p>\n<p>Subprocurador-Geral da Rep\u00fablica<\/p>\n<p>Exmo. Sr. Dr. JOS\u00c9 FLAUBERT MACHADO ARA\u00daJO<\/p>\n<p>Secret\u00e1ria<\/p>\n<p>Bela. VAL\u00c9RIA ALVIM DUSI<\/p>\n<p><strong>AUTUA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><strong>RELATOR: MINISTRO HERMAN BENJAMIN<\/strong><\/p>\n<p>RECORRENTE: UNI\u00c3O<\/p>\n<p>RECORRIDO: EMPRESA MARANHENSE DE ADMINISTRA\u00c7\u00c3O DERECURSOS HUMANOS E NEG\u00d3CIOS P\u00daBLICOS S\u2044A -EMARHP<\/p>\n<p>ADVOGADOS: JOS\u00c9 CARLOS ROLIM, FERNANDO DA ROCHA SANTOS RAMOS E OUTRO (S)<\/p>\n<p>RECORRIDO: CART\u00d3RIO DE REGISTRO GERAL DE IM\u00d3VEIS 1ACIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O DE S\u00c3O LUIS &#8211; MA<\/p>\n<p>RECORRIDO: JOAO DAMASCENO CUTRIM COSTA<\/p>\n<p>RECORRIDO: DEUSAMAR FERREIRA COSTA<\/p>\n<p>ADVOGADO: SEM REPRESENTA\u00c7\u00c3O NOS AUTOS<\/p>\n<p>ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MAT\u00c9RIAS DE DIREITO P\u00daBLICO &#8211; Dom\u00ednio\u00a0P\u00fablico &#8211; Bens P\u00fablicos &#8211; Foro \u2044 Laud\u00eamio<\/p>\n<p><strong>CERTID\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Certifico que a egr\u00e9gia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em ep\u00edgrafe na sess\u00e3o\u00a0realizada nesta data, proferiu a seguinte decis\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8220;A Turma, por unanimidade, conheceu em parte do recurso e, nessa parte, deu-lhe provimento, nos termos do voto do (a) Sr (a). Ministro (a)-Relator (a).&#8221;<\/p>\n<p>Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalh\u00e3es (Presidente), Diva Malerbi (Desembargadora convocada do TRF da 3a. Regi\u00e3o) e Humberto Martins votaram com o Sr.\u00a0Ministro Relator.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RECURSO ESPECIAL N\u00ba 1.590.022 &#8211; MA (2016\u20440066470-8) RELATOR: MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE: UNI\u00c3O RECORRIDO: EMPRESA MARANHENSE DE ADMINISTRA\u00c7\u00c3O DERECURSOS HUMANOS E NEG\u00d3CIOS P\u00daBLICOS S\u2044A -EMARHP ADVOGADOS: JOS\u00c9 CARLOS ROLIM, FERNANDO DA ROCHA SANTOS RAMOS E OUTRO (S) RECORRIDO: CART\u00d3RIO DE REGISTRO GERAL DE IM\u00d3VEIS 1ACIRCUNSCRI\u00c7\u00c3O DE S\u00c3O LUIS &#8211; MA RECORRIDO: JOAO DAMASCENO CUTRIM COSTA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-12777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-stfstj"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.26notas.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}